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domingo, 30 de novembro de 2014

O ciúme faz bem ou mal?


O ciúme é universal, ou seja, é um sentimento comum nos relacionamentos. É preciso estar atento, pois o ciúme pode ser normal ou patológico. O ciúme normal aponta para o desejo de zelar pelo relacionamento, já o patológico desgasta o relacionamento com amassas que não são reais. O ciúme patológico não permite que o outro seja ele mesmo, o ciumento busca apagar a individualidade do outro, vive a procura de pistas para provar sua crença de que não é amado. O ciúme quando não é saudável aponta para uma insegurança, um desejo de ter o controle de tudo ou até mesmo um relacionamento familiar de excessivas restrições.

Um relacionamento saudável se faz por duas pessoas diferentes e que se complementam no amor, na confiança, sendo "uma só carne" sem anular sua individualidade na complementaridade. Uma pessoa que conhece seu valor, tem uma autoestima, não se sente inferior a ninguém, tem mas facilidade de equilibrar esse sentimento para que o ciúme não prejudique o relacionamento. O ciúme faz dos nossos pensamentos uma máquina produtora de fantasias e temores, pede um auto controle também importante como em outros sentimentos como a raiva, gula, etc. O ciumento corre o risco criar um relacionamento "ilha", sem amigos, longe da família, se isolando como casal. O ciúme cheio de facetas, é uma emoção cheio de tendências obsessivas.

Se todos estamos sujeito a esse sentimento o que podemos fazer para controla-lo?

Aqueles que tem dificuldade de controlar o ciúme devem buscar se orientar pelos fatos e não pelos pensamentos, quando um pensamento lhe vem a mente é preciso se perguntar se esse pensamento não é fruto da sua imaginação ou é uma ameaça concreta?
É preciso também questionar nossas crenças, como por exemplo: "Os homens não prestam!", "meu pai não foi fiel, então homem nenhum vai ser". Idéias generalistas que levamos conosco as vez como verdades absolutas.
Outra questão de grande importância é buscar na terapia um lugar para desenvolver seu auto conhecimento e fortalecer sua autoestima, tendo um momento para elaborar seus medos e inseguranças. O ciúme patológico está a serviço do egoísmo, é importante questionar se não estamos centralizando excessivamente nossa vida em torno de uma pessoa. É preciso fortalecer outros laços também, como amigos, família e principalmente devolver a Deus o seu lugar de central na nossa felicidade.

A oração deve ser o caminho que contribui de busca para nossa saúde mental e espiritual, focalizando assim a base da nossa vida em Deus que é fiel, até mesmo diante das nossas infidelidades. Como Isaías bem diz que Deus nós ama até o ciúme, ou seja, ele é deve ser o Amor primeiro de onde brota o amor humano verdadeiro.
A filosofia também pode nos ajudar percebendo que só somos livres nos ocupando das coisas que só dependem de nós, o ciúme neste caso é um sofrimento por algo que não depende só de nós. Aristóteles escreve um livro para ensinar a ética a um jovem onde ele mostra que as paixões precisam da sabedoria, para não adoecer. Lembramos também muitos textos bíblicos que mostram o mal que o ciúme pode fazer, como no caso de Caim e Abel, também a literatura dedica clássicos como "Dom Casmurro" de Machado de Assis onde o personagem central é um ciumento obsessivo. 

O ciúme doente é uma paixão que deixa os pensamentos confusos e desordenados, portanto a razão é de grande importância para orientar os pensamentos. Alguns psicólogos buscaram compreender quem são as pessoas que tem mas dificuldades de ser feliz? Aquelas que tem pensamentos inflexíveis, como por exemplo: "tudo deve acontecer como eu desejo", "nada pode estar fora do meu controle", essas e muitas outras são crenças irracionais e ilusórias. Quando aprendemos a ser mais flexíveis nos nossos pensamentos vencemos grande parte dos nossos fantasmas.

Encerro lembrando a oração da serenidade que nos ajudar a ser mais seletivo em nossas preocupações:

"Concedei-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que eu não posso modificar, a coragem para modificar aquelas que posso, Sabedoria para conhecer a diferença entre elas".

Paz e bem!

Traição nos relacionamentos


A traição é um assunto complexo quando se fala em relacionamentos, mas é necessário levantar essa reflexão pois, está presente em todos os âmbitos: amizade, namoro, trabalho, casamento. É uma realidade que todos uma hora ou outra vamos ter que superar. Jesus mesmo foi traído por Judas, fez questão de celebrar a Ceia da Pascoa e deixar claro que: Judas foi escolhido, amado, apesar de Jesus saber que ele iria o trair. Aí mora uma grande lição: aquele que traí perde mas do que quem foi traído!

A traição de um amigo, de um colega de trabalho, toda traição é difícil ser curada, em qualquer tipo de relacionamento, mas no casamento a traição não atinge somente os cônjuges, mas toda família, principalmente os filhos. Jesus deu o pão embebido para Judas, dando ali seu perdão, como fez com Pedro que negou até mesmo conhece-lo. 

A diferença entre os dois é que Judas não aceitou ser perdoado. O orgulho quer nos convencer de que não merecemos perdão. O orgulhoso se incomoda com a misericórdia de Deus, não aceita um amor tão desinteressado assim, vê o perdão como fraqueza. A dificuldade em perdoar é grande, maior ainda é dar o perdão a nós mesmos quando somos nós que traímos. Pedro enfrentou seu orgulho, lavando sua alma com muitas lagrimas, enquanto Jesus lhe direcionava: "Agora, vai e apascenta meus cordeiros!", como quem diz não se detenha aí, levante-se e siga em frente. Cuide agora dos que eu lhe confiei. Vejo aí um dos maiores milagres, Jesus mostrou como sua confiança é redentora. Reatou sua confiança em quem acabará de ter o traído. 

Como Jesus mesmo deu o exemplo o perdão cura o coração, mas antes é preciso fazer aquela linda pergunta que ele fez a Pedro: "Me amas?". Pois só o amor é capaz de retirar o ser humano desse buraco que é a traição, e traze-lo para atitudes novas, se não vira um ciclo vicioso e nada redentor. 

Outra coisa é importante ser destacada o perdão não significa esquecimento, como quem apaga suas lembranças de modo magico. Superar uma traição leva tempo e paciência, e pequenas atitudes para reconquistar a confiança. Principalmente quando a traição atinge o casamento, é preciso da parte dos dois pequenas atitudes que alimentem o amor novamente, e reconquiste a confiança. É um processo de reconstrução em que os dois vão enfrentar "crises de ciúmes", em que as questões retornam. 

Existe dois tipos de traição, uma é a isolada, e outra que já se tornou cronica. Quando a traição se torna cronica fica muito mas difícil reconstruir. Um casal que vive um namoro permeado de traições, dificilmente vai ter um casamente sem essa mesma característica. A fidelidade é uma virtude a ser cultivada desde o namoro, um casal que vive a castidade no namoro será muita mas capaz de viver essa mesma castidade no casamento. Castidade no casamento? Sim, a castidade não é apenas se abster de ter relações antes do casamento é sim ter um coração puro, e no casamento a castidade se expressa na fidelidade matrimonial. 

A traição pode ser em ambas as partes ou em uma delas, mas uma coisa é certa todos os dois lados tem responsabilidades nesse desequilíbrio. As vezes colocamos uns como culpados e outros como vitimas, mas nem sempre isso funciona. O amor é como uma planta que precisa ser regada, e cuidada, mas se ela murchar é preciso voltar a regar que ela retomará sua vitalidade. Para viver um casamento feliz é preciso sair da ilusão de que não terá desafios, mas a realidade é que a felicidade mora no lar que existe muita luta e desafios superados, e não onde eles não existem. As vezes temos uma visão romântica da vida, muito diferente do que Jesus viveu junto com a família de Nazaré. Em Nazaré aprendemos boas lições de como uma vida feliz está intimamente ligada a servir, superar, enfrentar os desafios com fé, muito pouco com a crença de que tudo tem que ser como imaginamos, em Nazaré a Amor fez a morte virar ressurreição!
 
Paz e bem!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Treinando para o casamento

Por Crystalina Evert
 
Quando eu era do colegio, me lembro que um dia fui para a casa de uma colega, e vi sua mãe e seu pai. Eu me lembro de perguntar para ela: "Você não acha estranho ter seu pai sempre em casa?" Ela simplesmente me olhou meio confusa e falou: "Hm... não, não acho".
Meus pais se separaram quando eu tinha dois anos. Dos meus seis tios e tias, cinco eram divorciados, e a maioria das minhas amigas viviam em lares onde só havia a mãe, algumas vezes só o pai. Aos meus olhos, não acreditava que as relações pudessem durar. Então, quando comecei a namorar, não tinha a menor idéia do que seria um relacionamento saudável.
O drama dos meus relacionamentos geralmente seguiam um roteiro: eu paquerava, me "apaixonava", e depois as coisas ficavam muito "quentes" fisicamente. Seguia-se o desrespeito, abuso, infidelidade, sarcasmo, e desonestidade. Daí então a gente terminava (geralmente várias vezes), e depois repetia o processo todo com outra pessoa. Eu sei que parece meio depressivo, mas era minha realidade, já que todas as minhas amigas estavam na mesma situação.
Depois de alguns anos vivendo assim, você pode imaginar que eu não tinha lá muita vontade de me casar. Na verdade, eu debochava das pessoas que viam o casamento como um objetivo na vida. Eu pensava: "Meu Deus, como são ingênuas essas pessoas! Elas estão apenas caminhando para a frustração!" Eu nunca desejei passar por um divórcio, e eu sabia exatamente como evitá-lo: não me casando nunca.
Mas, finalmente, me veio um pensamento. Se ninguém quer um divórcio, porque todo mundo vive como se estivesse treinando para ter um? Ao invés de treinarmos para a fidelidade, tínhamos essa mentalidade: "Se te dá vontade, vai lá e faz!" Ao invés de ensinar as outras pessoas a nos respeitar, deixávamos as pessoas nos usarem. Mas será que esses hábitos vão levar um casamento a ser duradouro? Com certeza não, pois tudo depende de mim.
Eu não mudei meu jeito de ser da noite para o dia, porque eu não sabia sequer como deveria ser tratada. Eu tinha recaídas de tempos em tempos, mas sempre pensava comigo mesma: "Se eu quero dar aos meus filhos a família que eu nunca tive, então tenho que parar de agir como vítima". É muito fácil desistir, entrar em desespero, e admitir a derrota, do mesmo jeito que é fácil se divorciar.
O que não é fácil é se fazer vulnerável, praticar o auto-controle, ficar longe de relacionamentos sem futuro, e ter a coragem de manter firme a esperança de que o verdadeiro amor existe. Mas parece que as únicas pessoas que encontram o verdadeiro amor são exatamente as pessoas que fazem isso. A idéia de se tornar um marido ou uma esposa pode parecer algo distante para você, mas as virtudes ou vícios que você pratica hoje irão moldar quem você irá se tornar, e a maneira com que você vai se permitir ser tratada no futuro.
__________
Trecho do livro "Theology of the body for teens", (Teologia do corpo para jovens), p. 129
By vidaecastidade.blogspot.com.br

sábado, 23 de junho de 2012

Pai te amo pra sempre!

Em homenagem ao falecimento do meu pai, vou postar uma mensagem da minha tia Rosana, feita para a missa de 7 dia. Não seria nada sem você!



Era um garoto que como eu, amava os Beatles e os Rolling Stones, seu nome Juscelino Luiz dos Reis, morando na pequena cidade de Divisa Nova, muito cedo, saiu de casa com uma muda de roupas, e foi tentar a sorte na cidade grande.Foi para São Paulo. Voltou anos depois , cheio de sonhos e idéias, e de garoto imaturo, tornou-se um adulto independente.Abriu um botequinho com o pouco dinheiro que tinha, o balcão improvisado foi feito por ele mesmo com bambus. Ia toda semana em Alfenas, de ônibus, de onde trazia numa caixa de papelão algumas coisinhas para revender, e assim foi desenvolvendo seu dom de comerciante, sempre comunicativo e brincalhão, consegui mais tarde progredir nos negócios. Casou-se com a Mônica, onde encontrou uma parceira em tudo. Trabalharam por incansáveis anos na coordenação de Encontros Casais, na Renovação Carismática onde foram o esteio para muitos jovens casais.  Tiveram filhos, Maria Célia e Tobias... como amava seus filhos... resolveu cuidar também dos menos favorecidos, via potencialidade em todos, acolhia crianças em sua casa,que comiam na sua mesa, nunca fizera distinção entre seus filhos e os outros. Nas festas de aniversários de suas crianças chamava todas os carentes para partilhar com eles a felicidade de seus filhos. Muitas vezes criticado, porém empregava todos os meninos que batia a sua porta. Criou também uma casa para menores carentes na cidade, a OSMECAR, mais tarde idealizou e com doações conseguiu construir o CURUMIM. Para essa entidade ele realizou o primeiro rodeio da cidade e levou para a arena do rodeio as crianças acolhidas. Isso se repetiu por alguns anos. Muitas dessas crianças, hoje são adultos responsáveis e se tornaram pessoas de bem. A paixão pelo futebol, sempre esteve em seu sangue, fundou seu próprio time, colecionava troféus, jogava, torcia, sofria com seu time. Era disciplinado na alimentação e na prática de atividades físicas, mas mesmo assim se foi muito cedo.     Não estudou muito, para ele não fez falta, pois tinha um tino nato para os negócios que sempre  prosperou, era uma pessoa muito simples, muito pé no chão, por vezes em seu estabelecimento era confundido com um empregado. Como todo ser humano tinha seus defeitos, mas as qualidades de longe os superavam .   Veio de uma família numerosa, 14 irmãos, muito unida. Lembrava deles sempre, principalmente no Natal e, nunca se esquecia dos presentes para os familiares. Perdeu o pai, depois a mãe os quais cuidou com muito zelo e carinho e se tornou um exemplo para todos os irmãos... um ponto de referencia de alguém que lutou e venceu.  Tinha uma paixão enorme pelos filhos, e a paixão se tornou ainda maior pelos netos, por inúmeras vezes foi capaz de andar quilômetros só para abraçá-los.  Trabalhou e se dedicou a vida toda ao comercio, mas então veio a trágica notícia, uma doença fatal, começou a luta, médicos, hospitais, cirurgias, tratamentos  mas Deus é o Senhor e sabe o momento certo de tudo, e como pessoa especial que foi percebeu todo o amor, carinho, solidariedade das pessoas que o amava.A esposa sempre a seu lado, o tempo todo amparando, os filhos, os irmãos orando sem cessar, os amigos, funcionários, conhecidos, todos  preocupados e apreensivos, clamando pela melhora. Todos temos nossa missão aqui na Terra, a sua foi cumprida devidamente, chegou a  hora de voltar para Deus, pois a morte nada mais é que trocar uma roupa velha por uma roupagem nova. NÓS : esposa, filhos, netos, irmãos, genro, nora ,amigos, funcionários, nos despedimos de você JUSCELINO com saudades eternas, e com a certeza que nos reencontraremos ainda... Fique com Deus e Nossa Senhora ...sempre te amaremos,com certeza Deus está te recebendo de braços abertos...  FICA SEMPRE... UM POUCO DE PERFUME... DAS MÃO QUE OFERECEM ROSAS... DAS MÃOS QUE SABEM SER GENEROSAS...      O nosso esterno carinho....

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Poetizando a vida

Meus pensamentos estão agitados
Tem ritmo, e estilo, que me incomodam
Vou a traz de um café forte
Que nada
Só sinto a trégua desse dia quando meus olhos
se fecham lentamente ao ouvir seu peito um coração batendo
compassado, regulando o meu desregulado
Harmonizando um sacramento des-sacramentado.
Nem preciso do sono mais
Tenho a Paz!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Natal, uma gravidez não planejada!

Não é tempo de natal, mais a pedido de bethzhalouth.blogspot.com preparei uma mensagem de Natal, talvez não seja nada convencional, me sente desafiada e provocada por meu coração inquieto, peço a você siga em frente na leitura se tiver coragem, já que não são poucos os empecilhos...

Gostaria de pegar você leitor pelas mãos e te levar a momentos dramáticos na vida de uma mulher, um dia ela ainda muito jovem, apesar de não ter se relacionado sexualmente com homem algum, estava noiva, quando para ela um anjo apareceu e disse que Ela era escolhida para estar gravida e que não temesse pois "A Deus nada é impossível!" Esse dia começou a se chamar Natal, essa mulher de Nazaré chamada Maria disse: "Faça-se em mim segundo a Tua Palavra!" A Palavra se fez carne e hoje habita entre nós.
Já que você leitor me desafiou indagando o que eu penso sobre o Natal, não se estranhe se eu disser que Natal para mim é um clamor pela defesa da Vida, em meio a nossa cultura de Morte, em uma sociedade que busca fazer somente o que se quer, quando quer, como quer. Uma mulher aceitou fazer a vontade de Deus, entregou seu planos, sonhos nas mãos de um Deus que ainda nem tinha rosto, mal sabia ela que seu filho seria o "Rosto divino de um homem e o rosto humano de Deus". Uma gravidez não planejada humanamente, mais desejada grandemente pela Trindade em seu Amor infinito, em um mundo que hoje mata o que não são planejados, que não raramente estando diante de uma gestante, só sabem indagar: Coitada! Tenho a sensação de que o Natal não será nunca entendido enquanto não entendermos a cultura da vida, que enxerga o nascimento de um ser como um milagre, Jesus que nasce em cada mulher, sendo ela quem for, talvez nascendo em mulheres que tenham muito o que caminhar montadas em burrinhos, atravesando desertos de incompreensão, não encontrando casa, trabalho, amor, amparo para as dores de seus partos, recebendo portas fechadas, estábulos e cochos, que façam destes desafios terrenos férteis para Amor que transforma, que faz nascer as melhores rosas em rochas secas. Mulher de Nazaré tua vida grita em mim, seu exemplo me leva a dizer sim incondicional a Vida!
O mundo quer cantar parabens pra Jesus mas quando Jesus quer nascer eles dizem não a todo custo, nem que tenha que criar uma lei para a morte. Pelas nossas escolhas precisamos sim planejar nossos filhos, mais não devemos matar nosso filhos para planeja-los!



"A Salvação veio de uma gravidez não planejada!" (Dom Rafael Cifuentes)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Irmã Martha Bhering faleceu

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Nascida em 19 de junho de 1919, em Viçosa – Minas Gerais, Martha era a terceira filha de uma família de cinco filhos e descendente da Família Frei Galvão, primeiro Santo brasileiro, tanto por parte de seu pai como de sua mãe.
Foi Professora de ensino fundamental, no Rio de Janeiro – e em 1940 ingressou na Companhia Filhas da Caridade São Vicente de Paulo, trabalhou como professora e após alguns anos graduou-se em enfermagem, fez Residência em Obstetrícia e pós graduação em Administração Hospitalar.
Como enfermeira trabalhou na cidade de São Paulo em três hospitais: Infantil da Cruz Vermelha, do Exército e em um Hospital particular, sempre ocupado cargos de gerências , porém, nunca deixou de atender suas mãezinhas tanto acompanhando o pré natal como fazendo os partos; em Fortaleza – CE atuou na Santa Casa de Misericórdia, hospital público que atende somente pessoas muito carentes; em Belo Horizonte – MG além de trabalhar em hospital, realizava um trabalho com mães solteiras e prostitutas; no Rio de Janeiro – RJ trabalhou em área hospitalar. Sua experiência profissional foi muito rica, além de atender as gestantes, fazia organização, supervisão e orientação a estabelecimentos de saúde na área de administração hospitalar, em âmbito nacional.

Em 1973, quando atuava no Hospital São Paulo (atual UNIFESP) e Amparo Maternal, tinha o desafio de ajudar os casais a construírem melhor o seu casamento, fazê-lo mais rico, gratificante e amoroso, através do planejamento familiar. Foi aí que tomou conhecimento sobre o Método de Ovulação Billings, e ela percebeu que esse era um método do casal que convidava a uma participação efetiva do homem, libertando a mulher da dependência de meios alheios a sua própria natureza e fisiologia, tal método veio ao encontro do que ela buscava para auxiliar os casais para chamá-los à grandeza e significado que representa o gesto de gerar a vida com responsabilidade.

Com esta descoberta, Ir. Martha formou um grupo de estudos sobre o MOB e trabalhou com os casais ajudando-os a bem preparar-se para gerar e acolher novas vidas, isso transformou-se na MISSÃO DE VIDA dela.

Em 1979 juntou-se a Drª. Madre Maria José Torres†, da Congregação Santa Dorotéia e fundaram em 1981 a CENPLAFAM.

Andou por todo o Brasil pregando a Boa Nova do Planejamento Natural da Família. Nas pequenas ou grandes comunidades, principalmente para gente humilde, sedenta do saber libertador, com paciência e muita pedagogia, ensinou o MOB. Pregou a beleza do amor conjugal, a fertilidade no amor, ensinou como acolher a nova vida, a nutrição ideal do seio materno, a segurança afetiva veiculada pelo amor dos pais. Dedicou também especial atenção aos jovens mostrando-lhes como por bons caminhos podem chegar à realização de um casamento feliz.

O seu trabalho de semeadura foi feito de modo determinado, porém, silencioso. Colocou-se como instrumento do Senhor da Vida com a proteção da Senhora das Graças.Muitos apoiaram o projeto, entusiastas como seu grande amigo o grande bispo brasileiro D. Luciano Mendes de Almeida†, dos casais e dos jovens, de muitos sacerdotes e religiosas. As dificuldades e as oposições não a desviaram do seu caminho e de sua meta.

Esteve presente em inúmeros encontros de Planejamento Natural da Família mundo a fora, representando sempre com dignidade o trabalho desenvolvido no Brasil. Teve oportunidade de conhecer Dr. John e Drª Evelyn Billings a quem dedicava carinhosa amizade e reconhecimento e era retribuída. O CENPLAFAM que concretizou o seu ideal é a entidade nacional reconhecida e comprometida em ser fiel representante da Organização do Método Billings no Brasil.

No último mês de novembro, na sede da CENPLAFAM, em São Paulo, quando se concretizou o projeto de descentralização do trabalho em regiões, Irmã Martha deixou uma frase: não deixem morrer esta causa. Estava entregando a sua obra para aquelas pessoas, milhares pelo Brasil, que com certeza, em sua homenagem, irão levar a causa a frente. Na verdade é a causa do Amor e da Vida também da libertação para uma vida digna, fraterna e solidária.

Ir. Martha sempre repetia algumas frases que ficaram marcadas em todos os instrutores: “Ai do mundo se não fossem os loucos…” Sim, somos loucos por continuar a remar contra a maré, mas com isso ganharemos forças para sermos perseverantes;” A oração é a nossa força e a fraqueza de Deus”, precisamos nos manter sempre fortes na oração; “Segurem esta bandeira”… Durante o período de internação hospitalar ela sempre dizia: “E agora aonde nós vamos?” Não entendíamos o que ela queria dizer com isto, então perguntávamos a ela: aonde você quer ir? E ela respondia “não sei” – hoje entendemos que a resposta que ela queria ouvir era: vamos continuar sua missão no ensino do MOB.

No último dia 21 de janeiro, com 91 anos, ainda lúcida, Irmã Martha devolveu a sua rica vida ao Senhor. Multiplicou os talentos. Semeou bondade, amor e esperança. No seio do Amor viverá eternamente, velando por seus continuadores.

Heloisa Pereira
Presidente CENPLAFAM – WOOMB Brasil

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Basta uma Palavra


A gente se esforça, luta, faz e acontece, e pouco consegue, mais Deus abri seus lábios, é basta uma Palavra! A profecia alcança o coração e as entranhas da alma, assim eu vivi hoje com essa Palavra:



É por isso que não desfalecemos. Ainda que exteriormente se desconjunte nosso
homem exterior, nosso interior se renova de dia para dia. A nossa presente
tribulação, momentânea e ligeira, nos proporciona em peso eterno de glória
incomensurável (2 Cor 4, 16-17).


Faça dessa Palavra profética luz para sua escuridão, força para sua fraqueza, ânimo para seu cansaço. Peça agora o fogo do Céu, santo Espírito que renova. Vem Espírito Santo, vem!

Peça a Deus que repouse seu coração pela força do Espírito Santo:




Não me restavam forças, me rosto, corado, empalideceu, desapareceu o meu vigor. Ouvi, então a voz de alguém que falava. Eu estava assustado, já prostrado, o rosto no chão(...) Fale, então àquele que estava à minha frente: "Senhor, com esta visão eu perdi a cor, minhas forças desapareceram. como poderia o servo do meu senhor falar, se minhas forças sumiram(...) Ele me disse: Nada de medo, homem querido! Calma! Coragem! Bastou ele falar e eu me senti mais forte e disse: Fale este meu senhor, que me devolveu as forças! (Dn 10, 8. 16-18).


quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Da pobreza a riqueza

Vivi uma ventura esses dias atras, que me fez pensar muito na vida!
Estava eu no Rio pra estudar, e sempre tenho pouco tempo, mas nesse dia não tive supervisão, resolvi ir andar um pouco na cidade. Existe duas coisas que gosto muito na vida, uma é viajar bem acompanhada, e outra seria comer bem! Aí foi eu, a procura de um lugar para matar minha vontade de comer camarrão. Achei meio perigoso sair com carteira, documentos, dinheiro, foi com apenas R$30,00 no bolso. Pequei o metro, foi até Copagabana, Ipanema, achei um restaurante com um preço razoavel, pedi o prato e nem me lembrei do Couver (de 10%), quando foi pagar a conta, deu 32,00. Foi muito sincera com o garçon, perguntei se ficava por 30,00 ele aceitou. Depois de passar bem, tava muito boa a comida, foi em direção ao metro, e coloquei a mão no bolço, tinha apenas 0,90 centavos. Detalhe o metro custa 3,20... pensei, pensei em que possibilidades eu tinha no momento:

Me desesperar...risos ( achei que essa não era uma possibilidade)
Pedir dinheiro... a mais viavel
Por fim e a que mais gostei, foi de ir ao gliche do metro e pedir um passe, explicando minha situação.

Foi o que fiz, tinha um balção com uma moça sorridente, falei abertamento com ela sobre a minha situação, ela simplesmente começou a rir muito, colocou a mão no bolço me deu dois reais. Eu sori, com um coração grato e aliviado. Voltei pensativa, com a sensação de ter tido naquele dia achance de viver os dois lados da moeda, pobreza e riqueza.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Ser si mesmo

"As amarras das instituições,
o aprisionamento aos conceitos,
o compromisso com um determinado modo de pensar.
De tudo isso, clamo por me libertar,
falta-me ainda coragem de ousar.
A angústia, no entanto, inquieta-me
para que eu possa pelo menos tentar"
(Ana Maria L. C. Feijoo)

O que me impede talvez de acomodar?
A angústia, amiga e companheira de estrada. Por muito tempo minha inimiga número um.
Hoje meus olhos não podem mais negar, que ela muito tem contribuído. Para que o coração não se contente em ser mais um na multidão, sem ter a pretensão de ser mais do que ninguém, ela me faz buscar, somente "Ser verdadeiramente quem sou".

Confuso? Talvez.
Simples de mais? Também acho!

Mas ao mesmo tempo o nome desse blog não é por acaso um tema qualquer.
Já pensei varias vezes em escrever algo que explicasse o por que desse nome, que diz muito e ao mesmo tempo não tem a pretensão de dizer nada. Somente querer "ser si mesmo". Sem ser um blog do próprio umbigo, sendo engajado, sem ser amarrado. Falar das coisas da vida, sem coisifica-la. Falar de sentimentos sem ser sentimentalista. Falar de ciência sem cientificismo, mas com muita cientificidade. Fazer psicologia sem psicologismos.
Enquanto escrevo, penso comigo mesma que pretensão a minha! Talvez angústia na sua medita, de medicamento e não de veneno, seja o que a minha pretesão precise pra equilibra-se.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

O que verdadeiramente nos doi


“Eu vou esqueçer de tudo. As dores do mundo...” (Jota Quest)


Assim diz a canção, que me faz pensar! Primeiramente penso que quer dizer SINTOMA?

Reflita por alguns instantes...

STOP, o tempo acabou! Pensou, então no dicionário ela quer dizer: “Sinal, indício de algo que está acontecendo, ou que vai acontecer”. Por vezes ficamos querendo calar essas vozes no nosso corpo, não é? Temos uma dor de cabeça à primeira coisa que pensamos fazer e tomar logo, e rápido um remédio. Talvez antes do comprimido da felicidade pudéssemos antes, nos perguntar do que meu corpo está reclamando, o que essa dor tem a me dizer?
Nessa correria da vida, talvez seja difícil parar pra escutar nossas dores, mas talvez seja a resposta pra que elas não se multipliquem cada vez mais, na ânsia de nos avisar que algo na nossa vida não está indo bem.
Medíocre de nos seres humanos que nos dividimos entre corpo, mente, alma, etc. Vamos ficando partidos, ser humano dessecado, homem morte, sem vida. Nossa que semelhança incrível com sociedade atual.
Talvez questionar nossas dores seja uma das saídas para curá-las!

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Angútia: doença ou remédio?

As vezes me pego pensando na angustia suprema que Jesus viveu na Cruz, o que era pra ter sido sua derrota, se tornou minha Salvação. Nossa!! Que isso?
Talvez, Ele tivesse a intenção de falar sobre o sofrimento humano que os nossos ouvidos imaturos não dariam conta de escutar?

Será que teria alguma função essa angústia existencial, que trazemos no nosso peito?

Somente estar vivo, fazer nossas escolhas e nos fazer por elas já nos põe diante da angustia. Como diria o filosofo: "Mas é preciso escolher: Viver ou narrar". (Sartre) É bem mais fácil narrar, o sucesso da Tv é o maior exemplo disso, mas o chamado de Deus pra nós é viver, e viver em abundancia.

Temos uma mentalidade de que para viver bem, não se pode sofrer, sendo que a angústia é própria da existência de todo ser humano. Quem não tem maturidade para atravessar a angustia, utiliza as fugas tão comum no nosso mundo atual, drogas, compras, vícios, etc. Tudo que nos faz esquecer que somos limitados. Imagino que quem não tem consciência da Misericórdia de Deus, pra esses não deve ser fácil mesmo, lidar com a miséria humana, mas pra nós sabemos que é aí, que se manifesta o Amor infinito do nosso Deus.

Jesus bem conhece do pó que fomos feitos, ele conhece como é angustia existencial, ele mesmo disse: "Abrace a sua Cruz e siga-me!", fico pensando como Ele falaria isso para mim hoje, abrace sua fraqueza, sua angustia, em vez de fugir dela.

Muito de nós, nos descobrimos sendo amados por Deus, contemplando a Cruz, ou então vivendo um momento de angústia. O Cristianismo verdadeiro, como bem nos mostraram os santos, nos leva a enfrentar nossa miséria e dela tirar nossa Vitória.

Angústia pode ser nossa doença, mas pode também ser nosso remédio. Entendamos bem, que ela em grandes proporções pode ser sintoma de doenças psíquicas, não é dessa angústia doença que estamos tratando aqui. "Quem tem ouvidos pra ouvir, ouça!"
 
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