Vivi uma ventura esses dias atras, que me fez pensar muito na vida!
Estava eu no Rio pra estudar, e sempre tenho pouco tempo, mas nesse dia não tive supervisão, resolvi ir andar um pouco na cidade. Existe duas coisas que gosto muito na vida, uma é viajar bem acompanhada, e outra seria comer bem! Aí foi eu, a procura de um lugar para matar minha vontade de comer camarrão. Achei meio perigoso sair com carteira, documentos, dinheiro, foi com apenas R$30,00 no bolso. Pequei o metro, foi até Copagabana, Ipanema, achei um restaurante com um preço razoavel, pedi o prato e nem me lembrei do Couver (de 10%), quando foi pagar a conta, deu 32,00. Foi muito sincera com o garçon, perguntei se ficava por 30,00 ele aceitou. Depois de passar bem, tava muito boa a comida, foi em direção ao metro, e coloquei a mão no bolço, tinha apenas 0,90 centavos. Detalhe o metro custa 3,20... pensei, pensei em que possibilidades eu tinha no momento:
Me desesperar...risos ( achei que essa não era uma possibilidade)
Pedir dinheiro... a mais viavel
Por fim e a que mais gostei, foi de ir ao gliche do metro e pedir um passe, explicando minha situação.
Foi o que fiz, tinha um balção com uma moça sorridente, falei abertamento com ela sobre a minha situação, ela simplesmente começou a rir muito, colocou a mão no bolço me deu dois reais. Eu sori, com um coração grato e aliviado. Voltei pensativa, com a sensação de ter tido naquele dia achance de viver os dois lados da moeda, pobreza e riqueza.
quinta-feira, 6 de setembro de 2007
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Cabem poucas palavras no amor
Meu pai quando eu era criança só cantava uma música pra gente dormir:
"...mataram o meu carneiro, cortaram os quatro pé não, quero saber de nada, quero o meu carneiro em pé..." Risos, e hoje ele quer música boa em vez de presente! Quer nada não, cada aniversário, dia dos pais, ele já fala, pode ir preparando que eu não quero presente, quero uma música.
De ultima hora, quando meu irmão morava com a gente, nós íamos correndo na net, pegávamos uma cifra e tocava pra ele. Algumas vezes agente compunha uma música pra ele, ele amava!
Tanta coisa no coração, eu pensei em colocar no papel, aí saiu essa canção, perdão pelos erros, tanto de ortografia quanto do arranjo. Inproviso de um coração...
Cabem poucas palavras no Amor
Introdução: A7M D/E D7M
A9 D
"Das poucas palavras que caberiam aqui,
F#m C#m
relembro nossa história.
A9 E F#m7 A7M D9/7
Eu existiria sem você!
A D
É impossível pra entender o hoje que vivemos
F#m A7M D9/7
sem olhar tudo que passamos juntos.
G#m A7M
Cada lágrima deu sabor ao sorriso que trazemos no rosto
G#m A7M
Pai, cada passo teve o seu valor, cada nota sua pausa.
F#m C#m
Chega um dia na vida que as explicações amadurecem
D9
e o amor se faz silêncio.
A7M D/E
O que você temia tanto, aconteceu
D7M A9 E9 A7M
Envelheceu, e eu estarei aqui te amando no silêncio!"
"...mataram o meu carneiro, cortaram os quatro pé não, quero saber de nada, quero o meu carneiro em pé..." Risos, e hoje ele quer música boa em vez de presente! Quer nada não, cada aniversário, dia dos pais, ele já fala, pode ir preparando que eu não quero presente, quero uma música.
De ultima hora, quando meu irmão morava com a gente, nós íamos correndo na net, pegávamos uma cifra e tocava pra ele. Algumas vezes agente compunha uma música pra ele, ele amava!
Tanta coisa no coração, eu pensei em colocar no papel, aí saiu essa canção, perdão pelos erros, tanto de ortografia quanto do arranjo. Inproviso de um coração...
Cabem poucas palavras no Amor
Introdução: A7M D/E D7M
A9 D
"Das poucas palavras que caberiam aqui,
F#m C#m
relembro nossa história.
A9 E F#m7 A7M D9/7
Eu existiria sem você!
A D
É impossível pra entender o hoje que vivemos
F#m A7M D9/7
sem olhar tudo que passamos juntos.
G#m A7M
Cada lágrima deu sabor ao sorriso que trazemos no rosto
G#m A7M
Pai, cada passo teve o seu valor, cada nota sua pausa.
F#m C#m
Chega um dia na vida que as explicações amadurecem
D9
e o amor se faz silêncio.
A7M D/E
O que você temia tanto, aconteceu
D7M A9 E9 A7M
Envelheceu, e eu estarei aqui te amando no silêncio!"
sábado, 11 de agosto de 2007
Feliz dia dos Pais
"Uma ocasião meu pai pintou a casa
toda de alaranjado brilhante.
Por muito tempo moramos numa
casa, como ele mesmo dizia,
constantemente amanhecendo".
(Adelia Prado)
Que desejar esse poema aos homens da minha vida:
Ao meu pai, por todas as marcas que ele deixou e deixa na minha alma.
Ao meu maridão, futuro pais dos meu filhos. Te amo, e como te amo!
Ao meu irmão, crescendo cada dia em estatura e graça.
Amo-vos!!
toda de alaranjado brilhante.
Por muito tempo moramos numa
casa, como ele mesmo dizia,
constantemente amanhecendo".
(Adelia Prado)
Que desejar esse poema aos homens da minha vida:
Ao meu pai, por todas as marcas que ele deixou e deixa na minha alma.
Ao meu maridão, futuro pais dos meu filhos. Te amo, e como te amo!
Ao meu irmão, crescendo cada dia em estatura e graça.
Amo-vos!!
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Olhando ao redor

Olhando ao redor de mim,
Eu possa me ver,
O que me inquieta em você tem muito a me dizer.
As vezes nem quero te olhar, para não reparar
nas minhas ervas daninhas semelhantes as suas.
Sou gente, somos.
Suportar ser gente. Ser suporte da esperança
de que humanamente eu comece o dia me vendo,
sendo assim, serei com você mais paciente.
Eu possa me ver,
O que me inquieta em você tem muito a me dizer.
As vezes nem quero te olhar, para não reparar
nas minhas ervas daninhas semelhantes as suas.
Sou gente, somos.
Suportar ser gente. Ser suporte da esperança
de que humanamente eu comece o dia me vendo,
sendo assim, serei com você mais paciente.
quinta-feira, 26 de julho de 2007
Ser si mesmo
"As amarras das instituições,
o aprisionamento aos conceitos,
o compromisso com um determinado modo de pensar.
De tudo isso, clamo por me libertar,
falta-me ainda coragem de ousar.
A angústia, no entanto, inquieta-me
para que eu possa pelo menos tentar"
(Ana Maria L. C. Feijoo)
O que me impede talvez de acomodar?
A angústia, amiga e companheira de estrada. Por muito tempo minha inimiga número um.
Hoje meus olhos não podem mais negar, que ela muito tem contribuído. Para que o coração não se contente em ser mais um na multidão, sem ter a pretensão de ser mais do que ninguém, ela me faz buscar, somente "Ser verdadeiramente quem sou".
Confuso? Talvez.
Simples de mais? Também acho!
Mas ao mesmo tempo o nome desse blog não é por acaso um tema qualquer.
Já pensei varias vezes em escrever algo que explicasse o por que desse nome, que diz muito e ao mesmo tempo não tem a pretensão de dizer nada. Somente querer "ser si mesmo". Sem ser um blog do próprio umbigo, sendo engajado, sem ser amarrado. Falar das coisas da vida, sem coisifica-la. Falar de sentimentos sem ser sentimentalista. Falar de ciência sem cientificismo, mas com muita cientificidade. Fazer psicologia sem psicologismos.
Enquanto escrevo, penso comigo mesma que pretensão a minha! Talvez angústia na sua medita, de medicamento e não de veneno, seja o que a minha pretesão precise pra equilibra-se.
o aprisionamento aos conceitos,
o compromisso com um determinado modo de pensar.
De tudo isso, clamo por me libertar,
falta-me ainda coragem de ousar.
A angústia, no entanto, inquieta-me
para que eu possa pelo menos tentar"
(Ana Maria L. C. Feijoo)
O que me impede talvez de acomodar?
A angústia, amiga e companheira de estrada. Por muito tempo minha inimiga número um.
Hoje meus olhos não podem mais negar, que ela muito tem contribuído. Para que o coração não se contente em ser mais um na multidão, sem ter a pretensão de ser mais do que ninguém, ela me faz buscar, somente "Ser verdadeiramente quem sou".
Confuso? Talvez.
Simples de mais? Também acho!
Mas ao mesmo tempo o nome desse blog não é por acaso um tema qualquer.
Já pensei varias vezes em escrever algo que explicasse o por que desse nome, que diz muito e ao mesmo tempo não tem a pretensão de dizer nada. Somente querer "ser si mesmo". Sem ser um blog do próprio umbigo, sendo engajado, sem ser amarrado. Falar das coisas da vida, sem coisifica-la. Falar de sentimentos sem ser sentimentalista. Falar de ciência sem cientificismo, mas com muita cientificidade. Fazer psicologia sem psicologismos.
Enquanto escrevo, penso comigo mesma que pretensão a minha! Talvez angústia na sua medita, de medicamento e não de veneno, seja o que a minha pretesão precise pra equilibra-se.
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Prefácio do amor
Poucas vezes eu posto um texto escrito por outra pessoa, mas ao ler trecho não poderia retirar nem por nenhuma palavra... aí vai, por Pe. Fabio de Melo, no prefácio do livro de Diego Fernandes: "Quero um amor de verdade".

O amor é um atributo humano que nos antecipa no tempo aquilo que já é eterno. Antecipar o céu, por meio de nossa capacidade de amar, é um jeito bonito que temos de recolher na carne de nossa humanidade o que Deus fez questão de esquecer entre nós.
Santo Agostinho nos dizia com sabedoria que Deus nos amou para que tivéssemos amor com que amar. O amor humano, ainda que marcado pelos limites de nossa condição adâmica, pode ser lugar da manifestação de Deus na história. O nosso amor humano é epifânico; é sarça que arde sem se consumir, porque a energia que produz o fogo não vem de nós. Deus está na fonte de todo amor.
Camões poetizou bem ao dizer que é fogo que arde sem se ver. Gabriel Marcel intuiu maravilhosamente ao filosofar, que só o amor é capaz de nos resgatar da morte. Adélia Prado, maternalmente nos revela, que tudo aquilo que a memória amou já ficou eterno…
Não é possível falar de amor sem antes passar pela experiência de ter essa adaga cortando-lhe a alma. Só as almas cortadas pela lâmina do amor poderão viver a cicatriz que nos identifica como amantes da vida.
Que seja assim. Que na linguagem nós possamos redescobrir a graça de nortear nossos amores, desafiar nossos temores, e seguir pela vida, amando, morrendo e ressuscitando.
Ninguém ama sem morrer um pouco, mas ninguém é amado sem ressuscitar também. Por isso precisamos dos dois movimentos do amor. Na morte, o empenho que nos prepara como humanos. Na ressurreição, a delícia de já poder sentir na carne o surpreendente sabor daquilo que já é eterno.Só o amor pode nos movimentar para a eternidade. Que essas palavras tão cheias de sabedoria sejam um remanso a nos conduzir.
Com carinho, benção e desejo de alegrias,
padre Fábio de Melo.

O amor é um atributo humano que nos antecipa no tempo aquilo que já é eterno. Antecipar o céu, por meio de nossa capacidade de amar, é um jeito bonito que temos de recolher na carne de nossa humanidade o que Deus fez questão de esquecer entre nós.
Santo Agostinho nos dizia com sabedoria que Deus nos amou para que tivéssemos amor com que amar. O amor humano, ainda que marcado pelos limites de nossa condição adâmica, pode ser lugar da manifestação de Deus na história. O nosso amor humano é epifânico; é sarça que arde sem se consumir, porque a energia que produz o fogo não vem de nós. Deus está na fonte de todo amor.
Camões poetizou bem ao dizer que é fogo que arde sem se ver. Gabriel Marcel intuiu maravilhosamente ao filosofar, que só o amor é capaz de nos resgatar da morte. Adélia Prado, maternalmente nos revela, que tudo aquilo que a memória amou já ficou eterno…
Não é possível falar de amor sem antes passar pela experiência de ter essa adaga cortando-lhe a alma. Só as almas cortadas pela lâmina do amor poderão viver a cicatriz que nos identifica como amantes da vida.
Que seja assim. Que na linguagem nós possamos redescobrir a graça de nortear nossos amores, desafiar nossos temores, e seguir pela vida, amando, morrendo e ressuscitando.
Ninguém ama sem morrer um pouco, mas ninguém é amado sem ressuscitar também. Por isso precisamos dos dois movimentos do amor. Na morte, o empenho que nos prepara como humanos. Na ressurreição, a delícia de já poder sentir na carne o surpreendente sabor daquilo que já é eterno.Só o amor pode nos movimentar para a eternidade. Que essas palavras tão cheias de sabedoria sejam um remanso a nos conduzir.
Com carinho, benção e desejo de alegrias,
padre Fábio de Melo.
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