domingo, 7 de junho de 2015

Princípio

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Quando se fala em Teologia do Corpo logo pensamos em família, sexualidade, corpo, mas antes o papa nos leva a refletir sobre as raízes mais profundas da constituição humana. João Paulo II vê na família o fundamento da sociedade. E eu lhe pergunto qual o fundamento da família? Um relacionamento entre um homem e uma mulher, ou seja, um casal de namorados, noivos.

Portanto, chama atenção para o Plano Original de Deus, antes da queda do homem, antes do pecado original. Esse é o homem que Jesus se refere quando é questionado pelos fariseus sobre a questão do divorcio, conforme Mc 10,2: “Foi devido à dureza do vosso coração que ele vos deu essa lei, mas no Princípio não foi assim...”.

Homem do princípio criado a imagem e semelhança de Deus em sua dinâmica de Amor, o homem atual que é chamado de Histórico, por que é marcado pela concupiscência. E por fim, o homem em seu estado glorioso, após a Ressurreição. Em resumo temos o homem criado, redimido e glorificado.
Nesse primeiro ciclo de catequeses em que ele fala do “princípio”, se reflete muito sobre o homem histórico, aquele marcado pela luta para amar em sua autenticidade. Esse homem somos nós! Se não batalharmos com ajuda da graça logo nos esquecemos da nossa sublime vocação a ser dom para o outro em sua igual dignidade. O Amor para o homem histórico passa a ser uma aventura heroica, que só é possível ser vivida plenamente sem o auxilio da graça. É importante destacar que a família está inserida nesse contexto, o matrimonio só existe com a presença da graça santificante do Espírito de Deus.

 Jesus  retoma o livro do Genesis, fazendo memória da Criação, para encontrar as intenções do Criador e o chamado original para o amor humano. Genesis tem duas narrativas da criação, a primeira em Gn 1, chamada de Eloísta, e a segunda Gn 2, 2-25 conhecida como javista. Uma compreensão ampla desses textos é à base da Teologia do Corpo.

Onde vemos a natureza do Matrimonio em ser um “para sempre”, uma comunhão humana que aponta para a comunhão plena vivida na Trindade, em seu caráter Total, fiel e fecundo. Chamado a viver um amor na complementaridade entre masculino e feminino, em sua igual dignidade, mas em vocações distintas. Um termo polêmico que por muito tempo foi acusado de machista, “costela” na verdade não tem o mesmo sentido que essa palavra tem hoje, antigamente não se tinha uma anatomia tão evoluída, então o termo original tem uma conotação de “metade”.

Outro termo a ser destacado é o “ajuda ou auxiliar adequada”, que para nossa língua atual, mas parece um lugar pejorativo e desprivilegiado, mas o termo correto tem em sua raiz uma tradução atual “socorro de Deus”. Mostrando claramente a sublime vocação da mulher no mundo ser o “socorro de Deus”. Talvez por isso Jesus chamasse tanto Maria sua mãe, de Mulher, ou seja, a Nova Eva, aquela que seria a porta voz dessa linda vocação de socorrer a humanidade, não mais filhos de Eva, mas agora de Maria mãe de Jesus.

O homem histórico deve ter sempre em mente a sua redenção em Jesus, que é o novo Adão. No mistério da Salvação, na morte e ressurreição de Jesus, nasce pela Água viva do Espírito Santo, a nova Criação, redimida pelo sangue do Cordeiro imolado livremente por Amor.  

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A Redenção será o nosso próximo tema! Paz e bem!

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