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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Politica e interresses

Nessas horas quero dar minha contribuição quando se trata desse assunto, tão urgente nessas eleições, nosso voto e nossos interesses. Em uma sociedade que já nem sabe mais o que significa bem comum, o bem dos mais pobres, o bem da sociedade, conhecemos mesmo é o nosso bem, os nossos interesses, os nossos desejos. Mas quando se trata de politica não podemos nos esquecer que em uma sociedade que vota de foram egoísta e individualista, só podemos resultar na realidade politica que estamos vivendo, de degradação de valores, pois não sabemos mais tirar os olhos dos nossos umbigos e olhar para os interesses essenciais da nossa sociedade atual, e deixar um pouco de lado nossos interesses pessoais. Para começo de conversa nossa cidadania tem sido degradante pois nem sabemos o que seja politica, só conhecemos esse jogo politico que norteia atualmente a politicagem, a troca de favores. Filosoficamente o principio da politica é o bem comum, ou seja, devemos votar buscando políticos que pensem no bem estar da sociedade com um todo e não que priorize por setores x, y ou z. Muitos cochilam segurando suas próprias bandeiras, e se esquecem que a sociedade é mais que uma mera faixa social, ou uma bandeira demagógica. Uma pergunta que eu queria fazer aos políticos, seria: O que diz Aristóteles sobre a politica... xii talvez essa pergunta prove que eles nem sabem o que estão fazendo na busca por cargos, poderes, dinheiro... Depois desta pergunta faltam até opções para escolher um bom canditado, que mesmo tendo defeitos possa pelo menos saber o que está querendo fazer... será mesmo seu desejo fazer politica, se esquecer de si, viver para os outros... será...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Pelo fim da publicidade dirigida às crianças



A lentidão brasileira ao regular a publicidade de produtos e serviços destinados a crianças e adolescentes anda na contramão do cuidado que se espera do poder público em situações nas quais os interesses comerciais do mercado podem interferir no desenvolvimento da cidadania. E só atende aos interesses dos anunciantes.

A publicidade cria e amplia o desejo pelo consumo, é sabido. Com adolescentes (seres em processo de formação identitária), e crianças (que não têm ainda todas as ferramentas intelectuais que lhes permitiriam construir o real), a publicidade tem chances enormes de convencer sobre a “necessidade” ou sobre a “vontade” de um objeto e incentivar o consumismo.

As crianças precisam de tantos brinquedos que vêem anunciados e passam a querer? Como os pais devem lidar com o fato de não poderem dar todos os brinquedos? O que é necessário?

No caso dos adolescentes, a publicidade age sobre seu processo de formação da identidade, como se ter a marca tal, ou a roupa da grife da moda pudesse fazê-los mais ou melhores. Pior ainda quando impõe padrões estéticos inalcançáveis ou absolutamente dispensáveis para o desenvolvimento saudável do ser humano. Teria o número crescente de transtornos alimentares que vemos no Brasil alguma ligação com essas imagens? De que forma o padrão estético dialoga com a saúde?

A publicidade mostra sua face mais cruel quando se pensa nas crianças e adolescentes que não podem ter, efetivamente, acesso às mercadorias anunciadas. A publicidade diz às crianças e adolescentes que elas precisam consumir para se impor socialmente. Os danos causados ao desenvolvimento infantil são aguçados para meninos e meninas em situação permanente de vulnerabilidade, pela privação de acesso aos objetos desejados.

Proibir a publicidade para crianças e adolescentes no Brasil é proteger meninos e meninas hoje completamente expostos aos efeitos danosos da publicidade. Bélgica, Dinamarca, Grécia, Irlanda, Itália, Noruega, Suécia, Inglaterra, entre outros, regulam a publicidade voltada para o público infantil e juvenil. Será que todos esses países erraram?

1 CONFECOM - conferencia nacional de comunicacao

Pelo fim da publicidade de bebidas alcoólicas!

Curioso!
O Brasil proíbe que as pessoas dirijam se beberem.
Não permite a venda de álcool para crianças e adolescentes.
Até quando vai permitir que sejam enganados pela publicidade de bebidas alcoólicas?





A estratégia publicitária da indústria de bebidas alcoólicas alia a bebida aosporte, a conquistas amorosas e de status, misturando realidade com apelo ao uso de bebidas. Apenas na publicidade que assedia o imaginário esporte, relacionamentos bem-sucedidos e álcool caminham juntos. A propaganda de cerveja é exemplo completo da transformação dos corpos em objetos e de oferta de falsos atalhos para a felicidade. Essa publicidade é enganosa. Álcool, beleza e sucesso não são sinônimos.
Assim, é preciso estabelecer políticas públicas que sejam efetivadas em todo o território nacional, garantindo aos cidadãos o direito de ser bem-informados sobre os produtos que lhes são oferecidos. Regular não é cercear o direito dos indivíduos, mas prover proteção social e garantir o direito a informações corretas sobre as mercadorias ofertadas. No Brasil, a regulação é feita pela própria publicidade, baseada, em tese, na proteção a crianças e adolescentes e na proibição de induzir ao consumo abusivo e irresponsável de bebidas alcoólicas. Ora, propagandas em lugares ensolarados, animados e bonitos não são atraentes para adolescentes? Essa autorregulação não funciona!
Mesmo as leis existentes seguem descumpridas: não restringem, por exemplo, a propaganda de cerveja, resultado da pressão do poderosíssimo lobby da indústria de bebidas e da publicidade, que movimentam milhões de reais. A regulamentação não é obedecida. A indústria cria artifícios legais para burlar as restrições à publicidade. Isso não deve ser aceitável! Por isso a Psicologia posiciona-se pelo fim da publicidade de bebidas alcoólicas!

Texto do Conselho Federal de Psicologia http://comunicacao.pol.org.br

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

O Cárcere


“Temos o triste privilégio – afirmam – e paradoxalmente a graça de ser testemunhas de que muitas das prisões de nosso continente são recintos inumanos, caracterizados pelo comércio de armas, drogas, amontoamentos, torturas, crime organizado e ausência de programas de humanização (cf. Aparecida, 427).”


Fez-me pensar, esse trecho do documento de Aparecida: Nessa realidade estão os nossos presídios, mais não sei se todos têm esse “privilégio” de saber como é a vida de um presidiário em nossa sociedade. Atualmente tenho trabalhado em uma casa da Comunidade Aliança de Misericórdia, Casa Filho Pródigo. Onde meninos menores de 18 anos cumprem suas penas em liberdade assistida, ou suas medidas sócio-educativas, devido a algum descumprimento da lei. No inicio do ano completa um ano que estou lá. Alfenas uma cidade do interior do sul de Minas, cheia de universitário, festas. A pouco tempo inalgurado na cidade o novo presídio. Os meninos que atendo relatam suas experiências lá dentro, o uso de drogas, a violência, a discriminação, e tudo que não produziria nada de bom no coração humano, nem mesmo em um animal.

Sempre me pego pensando sobre esse contexto, em um desses meus devaneios, tive em mãos o Mensagem de João Paulo II para o Jubileu nos Cárceres, nossa quanta sabedoria, abriu um horizonte de reflexão infinito. Uma dessas reflexões me trouxe até aqui para partilhar com você blogueiro.


“Ao pensar nesses irmãos e irmãs, quero antes de mais desejar-lhes que o Ressuscitado, que entrou no Cenáculo estando às portas fechadas, possa entrar em todas as prisões do mundo e ser acolhido nos corações, levando a todos a paz e a serenidade” (Iden).

Essas palavras de JP II levantam a possibilidade de um pentecoste no contexto das prisões, ele vai a fundo nesse horizonte.


“Jesus é um paciente companheiro de viagem, que sabe respeitar os tempos e os ritmos do coração humano, embora não se canse de encorajar cada um a caminhar para a meta da salvação” (Iden).

Cada escuta que faço me faz lembrar essa frase de JP II, e me ensina como caminhar com eles sem desrespeita seu tempo e suas possibilidades. Meninos que em suas escolhas vão escrevendo suas histórias de luta, sofrimento, vendo a sua dignidade se esvaziar por entre os dedos. Tendo como norte essa mensagem de JP II, podemos ver que o cárcere pode ter um cunho de reflexão, mas também “em vários casos, os problemas que cria parecem maiores que aqueles que procurávamos resolver” (Iden).


“Vexames infligidos, por vezes, aos presos por discriminação étnica, sociais, econômicas, sexuais, políticas e religiosas... torna-se um lugar de violência parecido com aqueles ambientes de onde, não raro, os reclusos provem. Isso inutiliza como é evidente, todo esforço educativo das medidas de detenção” (Iden).


Temos muito o que pensar apartir disso...

 
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