quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Espiritualidade conjugal

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      Se você tem nos acompanhado nesse caminho, já percorremos muitos cômodos importante dessa edificação que é o casamento. Hoje te convido a debruçar-se sob a lareira do casal que é a espiritualidade, de onde emana calor e aconchego. Essa é a chama que mantem viva o amor. O amor humano não se sustenta por si mesmo, fechado nos dois o casal logo se esvazia de sentido. O amor pede uma abertura ao transcendente, ou seja, elevar-se, superar.
Como seria possível então uma lareira que não se apague?

     Uma coisa é certa, só o Espirito Santo de Deus é capaz de fazer essa proeza. Como diz o trecho de Gênesis: "E sereis uma só carne" (Gn 2,24) é um imperativo que fica por conta do Espirito Santo, só Ele é capaz de fazer essa unidade de amor. A espiritualidade conjugal é descrita assim pelo nosso querido Pe. Léo:
  
  "É aprender, do Espírito, como viver conjugado, unido, é para ser vivido na carne, situado no tempo e no espaço. Uma graça que santifica o casal, não apesar da vida conjugal, mas por meio dela. O amor conjugal precisa mostrar para o mundo esse amor apaixonado de Deus pela humanidade"

        É como rezar em família, viver o amor em pequenos gestos, ir a Santa Missa, se alimentar de Jesus em seu Corpo e Sangue e em contra partida, deixar-se ser alimento uns para os outros. Cada família vai construindo sua identidade na vivencia da espiritualidade, transborda do casal para os filhos. Cada membro da família deve buscar respeitar a velocidade dos passos de cada um, com paciência, uns andam velozes, outros a passos lentos. Uma espiritualidade familiar autentica não pode nos levar a julgar onde o outro se encontra, mas como Paulo, deve nos mover a dizer: "importa é prosseguir decididamente" (Fl 3,16), no dialogo, no respeito as diferenças e etapas em que cada um esteja vivendo em sua espiritualidade pessoal. 

A espiritualidade não tem somente a função de "espiritualizar", mas sim, nos tornar cada vez mais humanos. Permitindo assim que a ação do Espirito Santo esteja presente em nossa vida concreta. Sendo assim o mundo tem acesso ao Amor da Trindade, em nossas vivencias familiares. 

É muito importante para as crianças desde pequenas, crescerem em um ambiente onde elas alimentem sua espiritualidade. Será que a criança intende? É como amamentar a criança ainda não sabe o que é o leite, mas toda mãe sabe que antes de entender ela precisará se alimentar para crescer e se desenvolver. A oração deve ser adaptada a cada idade, é como o alimento, mas o que não podemos é deixar de alimentar. A primeira infância é um lugar privilegiado para marcar corações com o selo do céu, quando ficamos adultos nossa memoria e nossas vivencias vão se tornando seletivas, na primeira infância não, temos uma terra fecunda para semear a "Boa semente". 

        Em resumo nossa espiritualidade se desenvolve no encontro com Deus, no encontro com o outro, e no encontro com sigo mesmo. Esse três fatores são de grande importância para que nossa espiritualidade seja autentica. Como bem nos lembra São João em sua carta: "Se alguém afirmar: 'Eu amo a Deus', mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê" (I Jo 4,19-20).

        Uma verdadeira espiritualidade traz grandes benefícios as famílias em seus desafios cotidianos. Quando os problemas sobrevêm, uma família que alimenta sua espiritualidade de forma saudável, terá sempre em sua coração "tudo nessa vida passa". A espiritualidade direciona nossas preocupações para o que de fato tem valor, para que cada dia mais nossa vida seja Dom para o outro. Como sempre nos alerta o Papa Francisco precisamos desenvolver em nosso meio a cultura do encontro. Pois nos esbaramos muito e nós encontramos pouco, e a espiritualidade exige uma escavação mas profunda.  Paz e bem!

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