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domingo, 29 de novembro de 2020

Advento

Um dia chegamos as portas da vida, no outro estamos as portas de seu fim. O sol ilumina o dia logo mais a noite chega a seu termo. Na dinâmica do tempo Deus sempre vem e virá um dia por fim. Aquele que há de vir, vem na Eucaristia, ou nós vamos um dia, o seu reinado. Vem nos trazendo alegria, vem na tristeza para nós lembrar os caminhos tortos que precisamos guinar. 

terça-feira, 15 de setembro de 2020

O preguiçoso

"O preguiçoso se parece com uma pedra suja" (Eclo 22, 1)
O livro do Eclesiástico fala da expressão "pedra suja" que é como se falássemos "merda" pois a pedra era usada como papel higiênico. 

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Estafa pós parto

Chegada do bebê envolve três fatores que tornam o cansaço uma estafa: a quebra das rotinas de sono, o organismo da mulher que coloca sua percepção a todo momento em um certo estado de alerta para que o bebê seja socorrido quando precisar(mamar, trocar, estar presente), amamentação da qual a mulher tem que se dar literalmente ao bebê, ou seja, lhe conceder por meio do leito seus nutrientes e calorias. Portanto vejamos:

1 - Quebra das rotinas de sono
2 - Estado de alerta
3 - Amamentação e grande necessidade nutricional

Nós mulheres somos pegas de surpresa pois isso tudo mostra que a maternidade precisa ser um caminho educativo dentro da nossa sociedade, ou seja, não aprendemos nada sobre a vida concreta, como cuidar dos bebê, como crescer na maturidade afetiva, só estudamos matérias da escolarização, mas nossa existência mesmo fica capengando. São cólicas que parecem intermináveis, choro que ainda não sabemos interpretar, alterações hormonais, as dores do pós parto, hoje já vemos uma rede de apoia que cada mulher vai em busca, pois já não temos esse tipo de estrutura as vezes na nossa realidade onde muito moram longe de suas famílias de origem, de seus parentes e amigos.

Não é incomum hoje haver muitos "Coaching" da vida prática, por que de fato nossa sociedade supervaloriza o aprendizado formal, e menospreza as experiências concretas de vida. Eu sou mãe de seis filhos, levei um tempo para compreender minha missão na maternidade, eu cai de paraquedas, mas muitas mãe até mesmo se fecham aos filhos por conta desses medos que nós sobrevêm. Os filhos são um presente de Deus, que não podemos deixar ser ofuscado pelas dificuldades que permeiam. Nosso mundo atual em uma pura cultura de morte, que se disfarça de um extremo como: "Nossa, não quero ter filhos, pois esse mundo está muito difícil, educação é cara, blá... blá". As nuvens antes das chuvas tampam o sol, mais logo o sol volta, essa é a dinâmica da vida, as dificuldades são inerentes não só da maternidade, mas de toda a vida humana, mas o brilho está ali, o sol não perdeu seu brilho, ele apenas está ofuscado pelas nuvens.


Busquemos conhecimento, mesmo sendo psicologa, minha vida familiar, meu matrimônio e minha maternidade me trouxeram bem mais conhecimento pratico e teóricos do que a faculdade. Hoje tem um leque de possibilidades de cursos livres na internet, busquemos ser nossa melhor versão para os da nossa casa.
Inté!!!

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Palavras de afirmação!


Elogios verbais e palavras de afirmação são poderosos comunicadores do amor. Desde algo simples como: "Como você é uma pessoa amorosa!", até mesmo um clássico: "Eu te amo!". Claro que o elogio não deve ser um recurso usado sem reflexão, deve ser algo sincero, e que diz de fato o que você acha sobre a pessoa a quem se dirige a palavra. Para que não vire uma bajulação vazia, as palavras deve carregar o tempero da autenticidade sempre. Em todos os tipos de relacionamentos uma palavras de afirmação, pode ser de grande motivação para os que tem essa linguagem de amor. E para os que não estão habituados a essa linguagem vale tentar exercita-la, pois o clima de afeto, carinho é natural em lugares e pessoas que utilizam bem esse recurso. Como também é comum um clima ruim em lugares e pessoas que reclamam e criticam muito. Principalmente em momentos de sofrimento, de inseguranças, ou incertezas as palavras de encorajamentos são alento para a alma. O Encorajamento, as palavras que edificam, requerem empatia, ou seja, buscar enxergar naquele momento com os olhos do outro, procurar saber o que é importante para ele, como a pessoa se sente, quais seus sonhos e planos.
É importante ficar a tento pois as pessoas que tem essa linguagem de amor como uma de suas principais, são mais vulneráveis a palavras que a fazem se sentir diminuída, ou desmotivada. No casamento vemos muito isso, casais que ficam muito sensíveis ao que o seu cônjuge pensa sobre ele.
Paz e bem!

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Redenção

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Talvez não seja Boa Nova para você saber que Jesus nos redime com seu sangue na Cruz. De uma forma paradoxal ele nós deu a possibilidade de aceitarmos ser lavados e alvejados pelo seu próprio sangue, cada um de nós em nossa singularidade, e ao mesmo tempo a humanidade inteira. Um amor que ama o mundo, mais que não pode ser amor se não adentrar a cada um de nós em nossa intimidade pessoal. Em nosso dia a dia entender a redenção não passa somente pela intelectualidade, mais pela nossa experiência, de sermos redimidos, atravessados pela redenção. Fico esperando que até esse presente momento quem aqui lê esteja com seu coração aberto para esse tal Jesus.
Em vários momentos da minha vida, como você não é difícil perceber Ele nós redimindo, curando nossas feridas, permitindo que façamos nossas escolhas, mesmo que essas não fossem as que Ele faria. Bem que eu tendo não falar mais em maternidade, família, amor, existência, mais não consigo. Retorno a você com um olhar de quem acredita piamente que a Família precisa acolher a Redenção do Cordeiro. Mesmo que de inicio lhe pareça estranho, tento nessas linhas refletir e aproximar a maternidade e paternidade a Via Sacra que Jesus caminhou até ser morto por Amor.
Se tentássemos retirar desse caminho a dor, talvez só restasse amor, pois a Redenção nós ensina, a viver o sofrimento como algo redentor desde que este seja acolhido e não criado. Para cada mãe e pai de família cada estação tem suas dores e passos de amor. Quão semelhando esses dois caminhos sagrados, Via Sacra de dor e amor. Tem santas ceias, beijos amargos, pregos, cortes e feridas. Por vezes silêncios nobres, outras vezes gritos: “Pai por que me abandonastes”, cada frase de Jesus nesse caminho nos ensina a ser mais gente, nos ensina a de verdade viver o sofrimento do qual não podemos fugir. O amor de mãe e treinado na gratuidade, a exemplo de Jesus na Cruz. A graça do amor em família só poder ser fecundo quando nasce da gratuidade. E não se esqueça que o Amor de Deus é a própria gratuidade. Nossas famílias precisam ser discípulas e missionárias, para isso nossa escola é a Via Sacra.  Sendo você filho ou pai, mãe, todo sofrimento na sua vida pode ser sim Redentor ou Infértil.

Pascoa, 2004!



domingo, 30 de novembro de 2014

O ciúme faz bem ou mal?


O ciúme é universal, ou seja, é um sentimento comum nos relacionamentos. É preciso estar atento, pois o ciúme pode ser normal ou patológico. O ciúme normal aponta para o desejo de zelar pelo relacionamento, já o patológico desgasta o relacionamento com amassas que não são reais. O ciúme patológico não permite que o outro seja ele mesmo, o ciumento busca apagar a individualidade do outro, vive a procura de pistas para provar sua crença de que não é amado. O ciúme quando não é saudável aponta para uma insegurança, um desejo de ter o controle de tudo ou até mesmo um relacionamento familiar de excessivas restrições.

Um relacionamento saudável se faz por duas pessoas diferentes e que se complementam no amor, na confiança, sendo "uma só carne" sem anular sua individualidade na complementaridade. Uma pessoa que conhece seu valor, tem uma autoestima, não se sente inferior a ninguém, tem mas facilidade de equilibrar esse sentimento para que o ciúme não prejudique o relacionamento. O ciúme faz dos nossos pensamentos uma máquina produtora de fantasias e temores, pede um auto controle também importante como em outros sentimentos como a raiva, gula, etc. O ciumento corre o risco criar um relacionamento "ilha", sem amigos, longe da família, se isolando como casal. O ciúme cheio de facetas, é uma emoção cheio de tendências obsessivas.

Se todos estamos sujeito a esse sentimento o que podemos fazer para controla-lo?

Aqueles que tem dificuldade de controlar o ciúme devem buscar se orientar pelos fatos e não pelos pensamentos, quando um pensamento lhe vem a mente é preciso se perguntar se esse pensamento não é fruto da sua imaginação ou é uma ameaça concreta?
É preciso também questionar nossas crenças, como por exemplo: "Os homens não prestam!", "meu pai não foi fiel, então homem nenhum vai ser". Idéias generalistas que levamos conosco as vez como verdades absolutas.
Outra questão de grande importância é buscar na terapia um lugar para desenvolver seu auto conhecimento e fortalecer sua autoestima, tendo um momento para elaborar seus medos e inseguranças. O ciúme patológico está a serviço do egoísmo, é importante questionar se não estamos centralizando excessivamente nossa vida em torno de uma pessoa. É preciso fortalecer outros laços também, como amigos, família e principalmente devolver a Deus o seu lugar de central na nossa felicidade.

A oração deve ser o caminho que contribui de busca para nossa saúde mental e espiritual, focalizando assim a base da nossa vida em Deus que é fiel, até mesmo diante das nossas infidelidades. Como Isaías bem diz que Deus nós ama até o ciúme, ou seja, ele é deve ser o Amor primeiro de onde brota o amor humano verdadeiro.
A filosofia também pode nos ajudar percebendo que só somos livres nos ocupando das coisas que só dependem de nós, o ciúme neste caso é um sofrimento por algo que não depende só de nós. Aristóteles escreve um livro para ensinar a ética a um jovem onde ele mostra que as paixões precisam da sabedoria, para não adoecer. Lembramos também muitos textos bíblicos que mostram o mal que o ciúme pode fazer, como no caso de Caim e Abel, também a literatura dedica clássicos como "Dom Casmurro" de Machado de Assis onde o personagem central é um ciumento obsessivo. 

O ciúme doente é uma paixão que deixa os pensamentos confusos e desordenados, portanto a razão é de grande importância para orientar os pensamentos. Alguns psicólogos buscaram compreender quem são as pessoas que tem mas dificuldades de ser feliz? Aquelas que tem pensamentos inflexíveis, como por exemplo: "tudo deve acontecer como eu desejo", "nada pode estar fora do meu controle", essas e muitas outras são crenças irracionais e ilusórias. Quando aprendemos a ser mais flexíveis nos nossos pensamentos vencemos grande parte dos nossos fantasmas.

Encerro lembrando a oração da serenidade que nos ajudar a ser mais seletivo em nossas preocupações:

"Concedei-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que eu não posso modificar, a coragem para modificar aquelas que posso, Sabedoria para conhecer a diferença entre elas".

Paz e bem!

Traição nos relacionamentos


A traição é um assunto complexo quando se fala em relacionamentos, mas é necessário levantar essa reflexão pois, está presente em todos os âmbitos: amizade, namoro, trabalho, casamento. É uma realidade que todos uma hora ou outra vamos ter que superar. Jesus mesmo foi traído por Judas, fez questão de celebrar a Ceia da Pascoa e deixar claro que: Judas foi escolhido, amado, apesar de Jesus saber que ele iria o trair. Aí mora uma grande lição: aquele que traí perde mas do que quem foi traído!

A traição de um amigo, de um colega de trabalho, toda traição é difícil ser curada, em qualquer tipo de relacionamento, mas no casamento a traição não atinge somente os cônjuges, mas toda família, principalmente os filhos. Jesus deu o pão embebido para Judas, dando ali seu perdão, como fez com Pedro que negou até mesmo conhece-lo. 

A diferença entre os dois é que Judas não aceitou ser perdoado. O orgulho quer nos convencer de que não merecemos perdão. O orgulhoso se incomoda com a misericórdia de Deus, não aceita um amor tão desinteressado assim, vê o perdão como fraqueza. A dificuldade em perdoar é grande, maior ainda é dar o perdão a nós mesmos quando somos nós que traímos. Pedro enfrentou seu orgulho, lavando sua alma com muitas lagrimas, enquanto Jesus lhe direcionava: "Agora, vai e apascenta meus cordeiros!", como quem diz não se detenha aí, levante-se e siga em frente. Cuide agora dos que eu lhe confiei. Vejo aí um dos maiores milagres, Jesus mostrou como sua confiança é redentora. Reatou sua confiança em quem acabará de ter o traído. 

Como Jesus mesmo deu o exemplo o perdão cura o coração, mas antes é preciso fazer aquela linda pergunta que ele fez a Pedro: "Me amas?". Pois só o amor é capaz de retirar o ser humano desse buraco que é a traição, e traze-lo para atitudes novas, se não vira um ciclo vicioso e nada redentor. 

Outra coisa é importante ser destacada o perdão não significa esquecimento, como quem apaga suas lembranças de modo magico. Superar uma traição leva tempo e paciência, e pequenas atitudes para reconquistar a confiança. Principalmente quando a traição atinge o casamento, é preciso da parte dos dois pequenas atitudes que alimentem o amor novamente, e reconquiste a confiança. É um processo de reconstrução em que os dois vão enfrentar "crises de ciúmes", em que as questões retornam. 

Existe dois tipos de traição, uma é a isolada, e outra que já se tornou cronica. Quando a traição se torna cronica fica muito mas difícil reconstruir. Um casal que vive um namoro permeado de traições, dificilmente vai ter um casamente sem essa mesma característica. A fidelidade é uma virtude a ser cultivada desde o namoro, um casal que vive a castidade no namoro será muita mas capaz de viver essa mesma castidade no casamento. Castidade no casamento? Sim, a castidade não é apenas se abster de ter relações antes do casamento é sim ter um coração puro, e no casamento a castidade se expressa na fidelidade matrimonial. 

A traição pode ser em ambas as partes ou em uma delas, mas uma coisa é certa todos os dois lados tem responsabilidades nesse desequilíbrio. As vezes colocamos uns como culpados e outros como vitimas, mas nem sempre isso funciona. O amor é como uma planta que precisa ser regada, e cuidada, mas se ela murchar é preciso voltar a regar que ela retomará sua vitalidade. Para viver um casamento feliz é preciso sair da ilusão de que não terá desafios, mas a realidade é que a felicidade mora no lar que existe muita luta e desafios superados, e não onde eles não existem. As vezes temos uma visão romântica da vida, muito diferente do que Jesus viveu junto com a família de Nazaré. Em Nazaré aprendemos boas lições de como uma vida feliz está intimamente ligada a servir, superar, enfrentar os desafios com fé, muito pouco com a crença de que tudo tem que ser como imaginamos, em Nazaré a Amor fez a morte virar ressurreição!
 
Paz e bem!

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Casamento e dinheiro


Dentre tantos assuntos tratados anteriormente, o tema desse mês sobre economia doméstica, talvez não pareça tão interessante como assuntos comportamentais, mas não podemos negar que é de grande necessidade que cada casal viva uma harmoniosa administração do lar e do dinheiro. No matrimônio passamos a dividir o mesmo teto, partilhamos as responsabilidades, as contas, ou seja todo matrimônio é chamado a uma comunhão. Atualmente vemos uma onda de casais querendo viver sem comunhão de bens, em quartos separados, temendo conflitos, buscam apenas um relacionamento sem muito envolvimento em todos os sentidos. É a realidade de muitas pessoas afetivamente feridas e sem confiança no ser humano.

Vemos muito presente na terapia de casais que na maioria da vezes o dinheiro não costuma ser o foco principal, mas as discussões sobre as finanças são muito comuns. Em
geral, as discussões sobre dinheiro surgem como desdobramento de outros conflitos já existentes. Muitos casais reclamam que o dinheiro por vezes atrapalha os relacionamentos. Casais onde os dois trabalham muitas vezes vivem cada um da sua forma, achando ser impossível essa administração familiar e não individualista. Por meio do diálogo é importante buscar saber se esse é verdadeiramente o ponto principal, ou apenas a ponta do "iceberg" de outra mágoas pequenas acumuladas ao longo do tempo, e que transbordam quando surge o assunto dinheiro? Vale refletir!

Dificuldades financeiras são uma realidade que todo casal precisa estar preparado para enfrentar, se tornando aliados um do outro, e não inimigos. Fortalecendo assim seus laços nos momentos de tempestade e turbulências. Vivemos em uma sociedade que super valoriza o consumo, o excesso de trabalho e lucro, mas que também vive em constantes crises econômicas e políticas.
Estaremos sempre sujeitos aos impactos do trabalho, do dinheiro, da administração do lar, da divisão de tarefas, o que em alguns momentos vai repercutir sobre o equilíbrio familiar, portanto cabe a nós cristãos sermos luzeiros nessa noite escura, focando nossa vida familiar mas no ser do que nos ter ou acumular. 

Precisamos fugir dessa cultura do descarte, da cultura de não privar nossos filhos de nada que eles querem, de valorizar mais os brinquedos do que as brincadeiras. Precisamos estar atentos a educação financeira dos nossos filhos, onde eles compreendam que o consumo não deve ser um alívio para nossas tristezas, e que é preciso sempre analisar se precisamos mesmo disso tudo que a mídia nos coloca? Educar um censo crítico que servirá para toda sua vida não só financeira. Tornando assim o consumo mas racional e responsável do que emocional. Quando uma criança alimenta o desejo de ter um brinquedo, não podemos matar com rapidez esse desejo, tornado assim nossos filhos fracos na vontade, e sem capacidade de alimentar o desejo, para que dêem valor ao que tem. É muito educativo os filhos vem seus pais lutando para ter uma casa própria, um trabalho digno, ou outros bens, demonstrando o valor do trabalho e das etapas de luta para adquirir as conquistas. Hoje vem um elevado número de famílias se endividando em parcelamentos pois não sabem gestar um desejo, muitos jovens só querem se casar quando já tiverem conquistado tudo, casa, carro, e privam seus filhos do aprendizado tão importante para que aprendamos a lutar por nossos sonhos juntos e sem queimar etapas. 

Como nos diz o salmista "Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a constroem" (Sl 126, 1), salmo muito citado em casamentos, e que precisa alimentar nossa fé no cuidado e na providência de Deus em nossa vida familiar e financeira. Paz e bem!

terça-feira, 5 de agosto de 2014

O perdão é o que renova os relacionamentos!

Esse é o tema que vamos trabalhar nesse artigo, quando falamos de relacionamentos a primeira coisa que precisamos exercitar é o perdão. Na amizade, na família, mas principalmente no matrimonio, pois só é possível um compromisso "Para Sempre", quando esse compromisso tem como fundamento o perdão e a reconciliação. Por que uma coisa é certa duas pessoas diferentes, limitas, em processo constante de construção não poderia fazer uma mistura melhor, para a busca da santidade, e da complementariedade, mas aí também é que mora o maior desafio presente no casamento: Amadurecer, estar aberto ao crescimento pessoal, superar os obstáculos, isso tudo tendo ao lado outro nesse mesmo processo de feitura. 

Na psicologia temos um termo chamado "Empatia" para descrever a capacidade de se colocar no lugar do outro, e na linguagem bíblica destaco a "Misericórdia" com as fraquezas do outro, levando sempre em conta que eu também sou fraco. É bem como Jesus mesmo disse: "Perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos ofendeu" (Mt 6,12). Na pratica aquele que perdoa está entranhado de misericórdia e empatia, tornando assim o perdão um dos segredos para um casamento feliz. 

O que muitas vezes nos impede de perdoar é o nosso orgulho, travando o amor de ganhar profundidade e autenticidade. Nosso coração ferido pelo orgulho traz sempre em mente que o perdão é uma fraqueza, uma atitude que deixará o outro "mal a costumado". Jesus é o homem que trouxe a novidade, para o perdão, separando assim o erro da pessoa que errou. Jesus não ama o pecado, mas ama o pecador. 

Podemos falar de relacionamento que estão isentos de fraquezas? Com certeza, Não! Então podemos concluir que o perdão é fonte de renovação do amor conjugal? Sim, de fato, como Jesus disse "quem muito perdoou, muito ama". Claro que o perdão não pode ser também uma peneira para tampar o sol, quem perdoa e quem é perdoado deve ter sempre claro que é preciso se renovar, buscar esse crescimento espiritual e pessoal, pois o verdadeiro perdão não estaciona, ele renova. O perdão não nos isenta de nossas responsabilidades, e das conseqüências das nossas atitudes, é como no sacramento da confissão o perdão deve estar sempre comprometido com um novo recomeço, no sincero desejo de ser melhor, na busca de acertar. 

Todo amor humano só encontra seu verdadeiro sentido no amor de Deus, estamos amando o outro como Deus nos ama? Deve ser sempre esse o questionamento, e nosso ideal sempre será nos assemelharmos a Jesus em seu amor constrangedor. 

Como podemos ver nesse trecho do YOUCAT n.524 "O perdão misericordioso que damos ao outros é inseparável daquele que nós próprios procuramos. Se não formos misericordiosos e não nos perdoarmos reciprocamente, a misericórdia de Deus não chegará ao nosso coração". 

O perdão cura muitas família, cura doenças, cura muitos pesos desnecessários que carregamos no coração. Muitas vezes perdoar significa deixar de ir ao passado, como bem diz Gerald Jampolsky, é importante para que o casamento não seja pesado com o tempo, de magoas acumuladas, se pequenas coisas mal resolvidas, sendo assim, o tempo precisa ser o aliado, que traz a maturidade no amor, e não que carrega sacos cheios de velharias inúteis e nada edificantes.

Até a empresas já perceberam que o perdão é necessário para qualquer tipo de convivência humana, um termo muito usado no meio empresarial é a "resiliência", ou seja, a capacidade de passar por momentos difíceis e retomar sua forma original. Como por exemplo o Bambu, que com a força do vento em vez de se resistir ele se enverga, se entrega, permite que o vento o entorte e depois ele toma sua forma novamente sem danos sofridos, diferente de grandes arvores frondosas que quando o vento vem elas caem por sua rigidez. 

Que possamos sempre ter um coração perdoador, vamos para vida familiar com essa consciência que quem perdoa é mas feliz! Paz e bem!

 
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