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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Tristeza



A tristeza chega avisa para que veio
me pede uma atitude de mudança.
Eu paro para escuta-la,
e ela conversa como criança.
Se não a escuto, dou um jeito de arrumar 
uma alegria rápida e passageira para lhe empurar.
Aí ela não perdoa volta, agora brava revindicando
o cuidado que a vida pede para ser melhor.
Agora já sei quando você chegar te chamo para entra
e digo fala de uma vez o que eu preciso mudar,
o que na minha vida tenho que acertar.
Seja bem vinda tristeza!

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Poema de uma ausência

Num domingo sem comungar
A semana toda, todo pão que como me lembra Pão do céu.
Do Teu amor, do Teu sabor, calor que arde em meu peito.
Pão do céu, corpo, sangue, gente e Deus ao mesmo tempo.
Vens a mim e sei que não estarei nunca sozinha,
comer passa a ser sempre uma prefiguração
da ceia do céu, amigos em torna da mesa, pão que alimenta a alma no caminho rumo a eternidade, pois os passos aqui são lentos de mais para ânsia de existir.
Que descansa o remo de quem sabe que é preciso remar firme
Que a força tem uma fonte, pra quem o cansaço não descansa.
E pra quem a dor já feriu o corpo todo,
Teu corpo ferido cura nossas chagas,
Tua força vem em direção a nossa fraqueza e dessa mistura começa a verter
uma esperança que tem folhas pequenas, mas viçosas.
Eu e Tu encontro que me ensina a amar quem eu amo, e que me ensina o amor necessário que eu ainda não sou capaz!

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O canto mais lindo sobre a Eucaristia


ADORO TE DEVOTE,
LATENS DEITAS

“In Hoc Signo Vinces”

Eu te adoro com afeto, Deus oculto,
que te escondes nestas aparências.
A ti sujeita-se o meu coração por inteiro
e desfalece ao te contemplar.

A vista, o tato e o gosto não te alcançam,
mas só com o ouvir-te firmemente creio.
Creio em tudo o que disse o Filho de Deus,
nada mais verdadeiro do que esta Palavra da Verdade.

Na cruz estava oculta somente a tua divindade,
mas aqui se esconde também a humanidade.
Eu, porém, crendo e confessando ambas,
peço-te o que pediu o ladrão arrependido.

Tal como Tomé, também eu não vejo as tuas chagas,
mas confesso, Senhor, que és o meu Deus;
faz-me crer sempre mais em ti,
esperar em ti, amar-te.

Ó memorial da morte do Senhor,
pão vivo que dás vida ao homem,
faz que meu pensamento sempre de ti viva,
e que sempre lhe seja doce este saber.

Senhor Jesus, terno pelicano,
lava-me a mim, imundo, com teu sangue,
do qual uma só gota já pode
salvar o mundo de todos os pecados.

Jesus, a quem agora vejo sob véus,
peço-te que se cumpra o que mais anseio:
que vendo o teu rosto descoberto,
seja eu feliz contemplando a tua glória.
 
 
São Tomas de Aquino

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Dia do beijo!

Ha quem ache um absurdo o que digo: "Só beijo você em toda a minha vida!"
Outros ficam surpresos, como pode?! Não sei dizer muito sobre isso.
Quando depois de ter seu coração rasgado e aberto, pude olhar coisas boas e ruins.
Mas todas elas tão verdadeiras, xii pensei como pode um cara se quer me conquistar vai jogar as fichas pra ganhar, você chega e rasga o verbo, joga suas fichas para perder, conta tudo de todas que havia beijado, hoje não acho que são muitas, mais naquela noite achei que a história não ia acabar tinha tantos detalhes e nuanceas. Não consegui dormir aquela noite, acho que foi a unica noite que passe acordada pensando, deu um nó na minha cabeça, todas as minha certeza acerca dos homens foram por aguá a baixo, na quele dia entendi que você não era um homem qualquer, era meu! Desejo, nesse dia me deparei com ele forte como rocha, suficiente para vencer meu sono que não pouco. Quando nós beijamos pela primeira vez, tão natural como aguá em direção ao mar, parece que o rio sabe pra onde está indo e onde quer chegar, apesar de no horizonte não poder ver nada a diante. Beijo, saiu da minha lista de futilidades para entrar em meu interior como uma manifestação profunda de comunhão, amor, entrega. A quem ache um exagero, não tenho por que me justificar, pois para mim beijo é um selo da alma, a quem vejo o beijo virou lazer, diversão, farra, ou até competição, ficou vazio de sentido. Aí quando a alma pede amor de verdade, o beijo já não pode dizer muito em seu descredito, quando não se tem muito a expressar-se, o beijo evolui rápido, vira droga leve, que exige a existência de outra, e mais outra mais pesada.

"Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo" (Romanos 16,16), beijar é uma ordem bíblica para expressar amizade, fraternidade, ou também ao casal:
"- Ah! Beija-me com os beijos de tua boca! Porque os teus amores são mais deliciosos que o vinho" (Cântico dos Cânticos 1,2).
"Somos responsáveis por quem cativamos" já dizia o Pequeno Príncipe.

O corpo tem sua linguagem, se um dia as palavras deixarem de fazer sentido a comunidade rui no caos, hoje os afetos estão cada vez mais confusos por que não obedecemos a linguagem do corpo. Vale pensar: como vamos amar se nossa linguagem está cada vez mais confusa e caótica.


Mas o Filho do Homem, quando vier, será que vai encontrar fé sobre a terra?” (São Lucas 18,8) Podemos dizer o mesmo sobre o Amor.




quarta-feira, 14 de março de 2012

Dia da poesia

Casamento

Adélia Prado


Há mulheres que dizem:

Meu marido, se quiser pescar, pesque,

mas que limpe os peixes.

Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,

ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.

É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,

de vez em quando os cotovelos se esbarram,

ele fala coisas como "este foi difícil"

"prateou no ar dando rabanadas"

e faz o gesto com a mão.

O silêncio de quando nos vimos a primeira vez

atravessa a cozinha como um rio profundo.

Por fim, os peixes na travessa,

vamos dormir.

Coisas prateadas espocam:

somos noivo e noiva.

Texto extraído do livro "Adélia Prado - Poesia Reunida", Ed. Siciliano - São Paulo, 1991, pág. 252.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Pré-ocupação

O que tenho diante dos olhos perde o foco, vira pano de fundo
No que penso me invade, e sou invadida pelo que penso
Me ocupo da preocupação.
Não tenho costume em conviver com ela por muito tempo.
Ela me traz a reflexão e logo posteriormente sua inutilidade fica mais intensa.
O que olho não vejo, só vejo ela.
A pre-ocupação, chega e vai embora, traz sua constribuição, mais se não for medida, sua medida estrapola.
Te quero mais não tanto como a paz de confiar!
Te aceito aqui, mais sabes que logo teras que dar lugar a outros que me são mais caros.
Quero mesmo é quardar minhas energias para o amor, este se ocupa mais na confiança
talvez por isso a paz o acompanha até nas derrotas!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Lançado CD com letras inspiradas em Edith Stein

‘Busca la Verdad’ é patrocinado pela Universidade da Mística

ÁVILA, quinta-feira, 17 de março de 2011 (ZENIT.org) - Edith Stein pode agora ser ouvida. Os textos da pensadora, carmelita e santa inspiraram um CD com 14 músicas cantadas e 3 instrumentais, a cargo da cantora espanhola Carmela Martínez.

Edith Stein (Santa Teresa Benedita da Cruz), “tem muito a nos dizer”, afirma Carmela Martínez, artífice da iniciativa, cujo desejo é que as canções ajudem a “conhecer um pouco mais essa fascinante mulher santa, carmelita descalça, cuja vida e martírio foram e são, para todos os homens e mulheres de hoje, um testemunho valente de conversão, fé profunda, absoluta confiança em Deus e incessante busca da Verdade”.



O CD é patrocinado pela Universidade da Mística e pela Fundação CITES. Os lucros serão destinados a bolsas para estudantes carentes. A apresentação será em 2 de abril, no Salão Nobre da universidade.



A letra e a música das canções correm a cargo de Carmela Martínez, enquanto os arranjos e a produção são de Paco M. Aranda.



Carmela Martínez, da diocese espanhola de Cartagena, põe na boca as palavras de Edith “para dar graças a Deus”, já que “sem Ele não podemos fazer nada e só Ele torna possíveis todas as coisas”.



Para a cantora e compositora, o CD é “o resultado amoroso da infinita bondade de Deus, que sempre nos ultrapassa e surpreende”.



O ícone de Edith Stein da capa do CD é do convento do Monte Carmelo de Haifa, em Israel.



Entre as canções está Quien busca la Verdad, Pequeña Ester, La fuerza de la cruz e Confía y ten calma.


O CD pode ser adquirido pelo site http://www.citesavila.org/

(Miriam Díez i Bosch)

terça-feira, 4 de maio de 2010

Teus olhos me recordam quem eu sou!


Mãe, tem umas coisas que são óbvias, mas pela extrema naturalidade passam despercebidas, mas nem por isso deixam de ser verdades para mim.
Muita coisa eu aprendi com você, isso é preciso dizer!

Mora dentro de mim uma admiração capaz de superar qualquer embate.
Eu não seria o que sou, se você não fosse o que você é!
Por mais que eu cresça seus olhos são capazes de ver o que eu ainda não dei conta de ser.

Enxerga minha imaturidade como um rio transparente, vê no meu interior onde sou apenas uma criança grande que ainda chora por pouca coisa, que ainda fala sem pensar direito, que questiona tudo como se nesse mundo não quisesse ficar.


Quando me vejo pelos seus olhos é como me recordar do que sou, da minha essência, do meu ser criança, do meu lugar no mundo, onde não sou mais do que ninguém, mais nem por isso deixo de ser especial, seu amor me faz sentir-me uma pessoa especial.
Sua maternidade plantou em mim essa semente, de um amor que faz o outro se sentir especial, único, quero amar muito plantando essa semente.

A maternidade as vezes é um quarto apertado, pois tanto amor para pouco espaço, amor esse que pede janela aberta.
No quarto da maternidade mora dor dilacerante, quem nem por isso o amor perde seu brilho, nesse aperto todo a dor é cera que quanto mais se esbara assim mesmo reluz.
Que Deus sempre bom, com seu coração materno, por meio de Maria seja sempre compania, de quem quiz aqui na terra viver um pouquinho de céu.


Mãe, te amo muito, e teus olhos me recordam quem eu sou!

Feliz dia das mães!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Q Ele te ame em mim!

Onde há silêncio la fora e aqui dentro
Talvez na madrugada onde o tempo fica lento
Meu coração de conta de parir esses versos
Pra te amar quando precisas e não quando eu quero
Sair para olhar lá fora
Sair daqui para sair de mim.
Mesmo que o cheiro engane
mesmo que os olhos espante
Sair de mim para ir além.
Onde o céu alcança
as pernas não chegam.
Deus sempre me amou
Eu sempre senti isso em você
Com o amor que Ele me amou
Eu sempre estarei distante o bastante para dizer:
Que Ele te ama em mim!
Dedicatória: Pai, seu estivesse aí agora você teria um folha de papel ou o verso de uma foto
com as letras tortas, com os erros de ortografia, com toda familiaridade conhecida. Que a distancia não seja a não sei um detalhe, pois suas marcas de amor estão e sempre estarão em mim impressas, e quero que cada dia não se esqueças que se um dia Deus quis que eu e o Tobias nascêssemos foi para que pela nossa vida você sentisse o quanto Deus te ama por meio de nós. Se eu estivesse aí logo depois de ler o poema nós conversaríamos sobre o que eu quis dizer com cada palavra, não estando essa é minha dedicatória, que ressoe no seu interior como gesto profundo de amor.
Rio de Janeiro, 10 de Março, 1h14 min, 2010.
Com carinho, Feliz Aniversário Pai
Maria Célia
Francisco Gabriel
Edmilson.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Ser mineiro

Ser mineiro e não dizer o que faz nem o que vai fazer
É fingir que não sabe aquilo que sabe
É falar pouco e estudar muito
É passar por bobo e ser inteligente,
é vender queijo branco.
Um bom mineiro não laça boi com embira
Não da rasteira no vento
Não pisa no escuro
Não anda no molhado
Não estica conversa com estranho
Só acredita na fumaça quando vê fogo
só arrisca quando tem certeza
Não troca um passaro na mãe por dois voando
Ser mineiro é dizer "Uai"
É ser difirente e ter marca registrada
É ter historia
Ser mineiro é ter simplicidade e pureza, humildade e modéstia
coragem e bravura, fidalguia e elegância.
Ser mineiro e ver o nascer do sol e o brilhar da lua
É ouvir o cantar dos passaros e o mugir do gado
É sentir o despertar do tempo e o amanhecer da vida.
Ser mineiro é ser religioso, conversador, e cultivar as letras e a arte.
É ser poeta e literato, é gostar de politica e amar a liberdade.
É viver nas montanhas e ter vida interior.

Fernando Sabino

segunda-feira, 1 de março de 2010

Diante de mim!




Em frente a Tua Cruz, eu Te via de longe.
Tinha acesso a poucos detalhes
Um desejo me leva na sua direção.
Eu tinha a sensação de que era a mim que você olhada, só a mim!
Aos poucos foi percebendo que ali muitos viviam comigo essa cena.
Ele mesmo na Cruz reunia suas forças e falava poucas palavras com alguém.
Eu era mais uma na multidão,
mais quando eu olhava sua Cruz, sua dor, seu sangue vertendo.
Em meio a multidão eu já não era mais um a cada passo eu dava.
Esse amor tinha sangue, dor, chagas por todo o corpo dilacerado.
Não era romântico, era sim muito concreto, cimento, lança, chicote, terra.
Via seus lábios sussurrando engasgado: "Filho, eis aí tua mãe!"
João tinha os olhos marejados de lágrimas
Tinha um semblante que aparentava custar a acreditar no que via
Os pés cerrados no chão.
Maria, olhos ternos,
abertos como o oceano que toca todo solo que a ele se aproxima.
Que mistério profundo de orfandade
Ali na Cruz quem estava era o Amado
João, Maria, e muitos ali estavam sem saber.
Muitos até hoje não sabem.
Em frente a Tua Cruz esponsal, já não me sentia tão distante.
A santidade que santificava os que contemplando-Te viviam
O insondável tesouro, em resposta ao sofrimento humano.
Via Cruz, Via o céu, Via a Terra!

Noite do dia 25 de fevereiro, 2010.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Você sempre existiu















As celulas que deram origem a você
No sopro do Criador
Na intensidade e no amor
Não só nas celulas do meu utero você sempre existiu
Aqui dentro de mim
Talvez seja por isso que não consigo mais me imaginar sem você
Deus nos fez não só pra eternidade, mais sim na eternidade do tempo
Filho você sempre existiu em Deus
Nele onde tudo de encerra, e se gera.
Chamaria isso de um poema, pois não tenho pretenção nenhuma
de entender os mistério de Deus Criador.
Somente quero miseramente glorificar
Deus que é beleza, em seus reflexos de eternidade.
Criança entende muito mais sobre a eternidade do que nós
Quando agente é criança dizem que não entendemos nada, e nós calados entendemos tudo
Quando crecesmos dizem que entendemos tudo, quando na verdade falamos, falamos teoremas, mais nao compreendemos nada.
Num coraçao de criança nasce o instante poetico no tempo e na eternidade do agora.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Prece do Psicólogo

Senhor
O ser humano é um sacrário, Fazei com que eu sempre me aproxime de joelhos.
Senhor
O ser humano é um mistério, Fazei com que sempre eu o respeite.
Senhor
O ser humano é uma loucura, Fazei com que eu possa distinguir sempre a minha e a do
paciente.
Senhor
O ser humano é uma permanente surpresa, Fazei-me aberto para aceitar o diferente.
Senhor
O ser humano é infinito, Fazei com que eu aceite esta incompletude.
Senhor
O ser humano é uma maravilha, Fazei com que eu sempre me surpreenda.
Fazei Senhor Com que eu jamais seja onipotente.
Que eu jamais seja impositivo.
Que eu sempre respeite a liberdade, a condição humana e a autonomia do paciente.
Enfim, Senhor, Fazei com que eu O Sirva, Servindo o paciente e com ele aprendendo que somos todos iguais e diferentes.
Amém!

Feliz dia do Psicologo aos meus amigos de profissão!!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Poema



















Nossos caminhos são agora um só caminho,
nossas almas, uma só alma.

Cantarão para nós os mesmos pássaros,
e os mesmos anjos desdobrarão sobre nós
as invisíveis asas.

Temos agora por espelho os nossos olhos;
o teu riso dirá a minha alegria,
e o teu pranto, a minha tristeza.

Se eu fechar os olhos, tu estarás presente;
se eu adormecer, serás o meu sonho;
e serás, ao despertar, o sol que desponta.

Nossos mapas serão iguais,
e traçaremos juntos os mesmos roteiros
que conduzam às fontes escondidas
e aos tesouros ocultos.

Na mesma página do Evangelho encontraremos o Cristo,
partiremos na ceia o mesmo pão;
meus amigos serão os teus amigos,
perdoaremos com iguais palavras
aqueles que nos invejam.

Será nossa leitura à luz da mesma lâmpada,
aqueceremos as mãos ao mesmo fogo
e veremos em silêncio desabrochar no jardim
a primeira rosa da Primavera.

Iremos depois nos descobrindo nos filhos que crescem,
e não mais saberemos distinguir em cada um
os meus traços e os teus,
o meu e o teu gesto,
e então nos tornaremos parecidos.

E nem o mundo nem a guerra nem a morte,
nada mais poderá separar-nos,
pois seremos mais que nunca,
em cada filho,
uma só carne
e um só coração.

Que o homem não separe o que Deus uniu.
Que o tempo não destrua a aliança que nos prende,
nem os amores, o amor.

Que eu não tenha outro repouso que o teu peito,
outro amparo que a tua mão,
outro alimento que o teu sorriso.

E, quando eu fechar os olhos para a grande noite,
sejam tuas as mãos que hão de fechá-los.

E, quando os abrir para a visão de Deus,
possa contemplar-te como o caminho
que me levou, dia após dia,
à fonte de todo amor.

Nossos caminhos são agora um só caminho,
nossas almas, uma só alma.

Já não preciso estender a mão para alcançar-te,
já não precisas falar para que eu te escute…

(Dom Marcos Barbosa)

Deus Criança

Deus-Criança,


Venha a nós, da Gruta de Belém, o Teu Reino!



Venha a nós o Teu amor frágil,

Pois Nele seremos fortes!

Venha a nós o Teu Caminho,

Pois Nele partiremos

Para onde quer que fores!

Venha a nós a Tua Estrela,

Pois com Ela seremos reis, profetas e sacerdotes

Guiados por Tua luz!



Venha a nós...

E seremos Teu Povo!

E serás para sempre o nosso Deus!


(Gilvair Messias)

terça-feira, 20 de maio de 2008

Meu menino




Meus caminhos não mais, marcam apenas os meus passos
apartir de agora vão ser duplos ou triplos.
Minhas memorias e lembranças teram sempre a presença
desse menino. Com seus pés miúdos que ainda não vejo mais imagino, com seu jeito
que ainda não sei como, com seu queixo que vai seu um pedaço do pai.
Meus dias seram permeados pela sua presença, tendo a impressão
de que você sempre fez parte de mim.
Filho que um dia ao ler esse blog, você já tenha outros irmãozinhos!


“Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que não se pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi (...),
sonhando, E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.”
(Fernando Pessoa)

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Passeio de tarde

Ontem tive um experiência ímpar, estando em uma palestra do Prof. Dr. Renold J. Blank (teólogo suíço), sobre Escatologia. Na faculdade Católica de Pouso Alegre. Agradeço muito o convite, de uma irmão, amigo, seminarista Gilvair. Em gratidão pela acolhida, que me deram estou postando um poema dele, e agradeço a todos lá do seminário (Seminário Diocesano Santo Antônio) pela atenção e acolhida.

Passeio de Tarde
Dentro de mim dorme um Deus medonho
Faço silêncio para ele acordar
Quando seus olhos se abrem
Fico emocionado e aí sonho
E tudo é tão bonito
Quanto real
Enquanto saímos para passear.
O Deus que mora em mim
Quando acordado
Deixa me sonhando
E assim
Não sei de mais nada separado
Divino e humano.
O Deus que mora comigo
É muito humano
E com ele aprendo também a ser
Aprendo a ter o pasmo natural
De quem olha pássaros revoando
E põe-se a voar para ver se os alcança
De quem encontra um amigo
E sabe que Deus é essencial
De quem passa pela dor
E não perda a esperança.
O Deus que passeia comigo
Nada tem a temer
Apenas chora se me vê sofrer
E se eu o controlo
Ele se aborrece
Deita, dorme
E logo se esquece
Quando acorda
Faço silêncio para sonhar
Ele me olha
Eu o sinto
E vamos juntos
Num mesmo voo a passear.
(Gilvair Messias Silva)

quinta-feira, 23 de agosto de 2007


" Ando devagar porque já tive pressa.
Trago esse sorriso porque já chorei demais ..."

sábado, 11 de agosto de 2007

Feliz dia dos Pais

"Uma ocasião meu pai pintou a casa
toda de alaranjado brilhante.
Por muito tempo moramos numa
casa, como ele mesmo dizia,
constantemente amanhecendo".
(Adelia Prado)

Que desejar esse poema aos homens da minha vida:
Ao meu pai, por todas as marcas que ele deixou e deixa na minha alma.
Ao meu maridão, futuro pais dos meu filhos. Te amo, e como te amo!
Ao meu irmão, crescendo cada dia em estatura e graça.
Amo-vos!!

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Pra falar de amor


Quem não quer um amor de verdade?

Amor você é mistério do céu que se manifesta no humano

Ver nos teus olhos, na paciência que você nem sabe que tem, por que por vezes à perde.

No seu afago, esse jeito só seu de ser consolo

Vou aos poucos, como quem bebe agua no conta gota

aprendendo a acolher-te por inteiro.

Só assim o coração descansa, não teoriza, nem explica

não pressupõe, é o que pode ser e nada mais.

No lugar das explicações nasce uma serena espera

nada magico, mas muito constante.

Ir tomando a forma de quem sabe amar somente amando.
 
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