sexta-feira, 13 de junho de 2014

Noivado

 
     
Poderíamos dizer que o noivado é a preparação para o matrimônio, mas não é bem assim! Como não?! Digo isso pois cada etapa que vivemos no relacionamento nos prepara, não só no noivado. Construir uma história junto, cada dia com seus desafios vão nos mostrando a caminhada que teremos, ou seja, não existe um casal de namorados que vive seus conflitos, que não viverá esses mesmos dilemas no matrimônio, portanto, é preciso ter consciência clara dos desafios que nós esperam. Estamos dispostos? Se a respostas for sim, o noivado podemos considerar que os dois estejam preparados para trilhar esse caminho, e se faz necessário o noivado para atitudes práticas, como marcar quando será o casamento, os planos de onde vão morar, e outros detalhes e planos. O noivado requer maturidade para um diálogo franco e aberto, possibilitando assim uma harmonia importante para enfrentar as novas responsabilidades que um vocacionado ao matrimônio é chamado a viver. O documento do pontifício conselho para a família chama o noivado de tempo de Kairos, ou seja, de graça abundante da parte de Deus! Um tempo de espera e expectativa para selarem esse compromisso definitivo, como quem faz caminho vocacional para a Comunidade Brilho Sagrada Família precisa passar por etapas não é diferente para o matrimônio, um caminho gradativo deve acompanhar toda escolha a longo prazo. 

Muitas vezes somos questionados mas quando é o melhor momento para assumir o noivado? Antes é preciso responder a outra pergunta: Quando ainda não dar esse passo? Quando ainda temos dúvidas não é um bom momento para entrar no noivado, pois este é um momento para relacionamentos que já definiram sua escolha um pelo outro e tudo que isso implica. Colocando as cartas na mesa, quais as metas de cada um, se estás estão de acordo, como carreira profissional, família, filhos, etc. 

Não podemos correr para um noivado na busca de experiências sexuais, é tempo de uma castidade bela que bem orientada muito contribuirá para nosso crescimento e nos capacitará para um um amor comprometido com o bem do outro além de nossos próprios interesse, nos exercitara para a fidelidade. 
Isso também não quer dizer que um deva "enrolar" o outro, o relacionamento precisa de um dinamismo próprio do amor, que caminha sempre, sem se acomodar ou estacionar. Amizade, paquera, namoro, noivado, casamento, são como acordes em uma canção pedem e anunciam o que virá logo a frente, a canção ficaria monótona se parasse um nota e não desse expectativa do que ha devir pela frente. O namorar e o noivar vem a ser estações a serem compartilhadas, o noivado é uma etapa que já se deve ter a experiência de um bom inverno na bagagem, onde os dois já tenham tido a necessidade de superar juntos alguns desafios, tendo assim uma visão mas realista dos defeitos e qualidades uns dos outros. Não é preciso que os dois sempre tenham a mesma opinião, as diferenças enriquecem, mas é preciso que o essencial dos valores não sejam divergentes. 

No noivado os sonhos se ampliam, e os planos para o futuro começam a se concretizar, o casal se alimenta na oração confiante na providência de Deus que é a fonte de todo bem e toda graça! Nesse itinerário cheio de curvas e desafiador que é o amor humano, tomar as mães suaves de Maria, mãe, faz toda a diferença nesse tempo de discernimento. 
Paz e bem!

Obs.; Segundo artigo da serie Matrimonio que escrevi para o Jornal da com. Brilho Sagrada Família de Resende 

Matrimônio

Série Matrimônio (originalmente publicada no Jornal Brilho Sagrada FAmilia)


Abrindo essa nova série de artigo quero contar com sua contribuição, nos envie sugestões de temas que ache importante falarmos sobre o tema. O matrimônio é um horizonte vasto portanto, vamos iniciar tratando do noivado, da vida dos recém casados e seus desafios, crises, relacionamento com suas famílias de origem, conciliar a vida conjugal e os filhos, intimidade e individualidade, perdão, e outro assuntos que custarem uma boa colcha de retalhos enriquecendo nossa reflexão. Do ponto de vista psicológico, com base na doutrina católica.
Quanto ao Matrimônio o YouCat pág. 148 ressalta, "como posso descrever a felicidade do Matrimônio estabelecido pela Igreja? É uma união de dois crentes com uma esperança, um deseja, um estilo de vida, um serviço (...) sem divisão no espírito ou na carne" (Tertuliano).
Podemos contribuir com a construção de um mundo melhor de muitas formas, mas talvez a forma privilegiada está na família, onde nos pais podemos fazer um bem imenso a nós e a sociedade bem fundamentando nossa "casa". Imagine você se todo casamento tivesse uma boa preparação, não só para viver uma cerimônia, mas sim para estarem pelo menos em parte preparados para os desafios de uma vida a dois. Nossa!! Grande parte dos futuros problemas deixariam de existir. A realidade de todo casal é feitas de desafios, é importante casar-se disposto a amadurecer suas vivências individuais para a partir de então torná-la coletiva, comunitária. 
Sempre me lembro do nosso saudoso Dom Luciano, que foi bispo na diocese de Mariana-MG, onde ele fazia o curso de noivos um processo de convivência do novo casal com outros casais com mas experiência matrimonial, os noivos combinavam refeições, visitas, provocando assim que eles trocassem experiências e também conhecessem de forma mas prática o dia a dia daquela família. Tornando assim o imaginário do casal mas próximo das vivências concretas, confrontando sua visão muitas vezes romântica da realidade, para uma aproximação que evite muitas frustrações, e que de verdade os façam crescer em um amor oblativo. Construindo assim famílias cristãs, como bem diz São João Crisóstomo: "se quiseres que alguém se torne cristão, deixe-o viver um ano em tua casa"
Paz e bem!

"Um homem enamorado revela que Deus o chama a ser uma comunidade" (Dostoiévki)

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Inicio da Vida Escolar

Esse é um tema que esta muito presente na minha vida atualmente, meu filho do meio tem três aninhos e está iniciando sua vida escolar. E não são poucos as perguntas que nós fazemos: 
Qual a melhor idade para começar a frequentar a escola?
Não existe um consenso entre os teóricos sobre o assunto, mas eu sugiro algumas reflexões: Atualmente temos mães que trabalham para ajudar na renda familiar, e preciso pensar em cada realidade, outra questão são as famílias cada vez menores, onde as crianças muitas vezes não tem contato com outras crianças. Não é minha intenção aqui dizer o que é certo o que é errado, antes disso quero ajudar você a pensar e refletir sobre sua realidade e suas possibilidades. 
Quando pensamos em educação, principalmente os políticos até mesmo em propagandas falam do "grande avanço" de escolas publicas que estão investindo em uma proposta de colocar a escola em tempo integral. 
É importante refletir: Será que a qualidade da educação é medida pela quantidade de tempo que a criança passa na escola?
Havendo necessidade muitas crianças ficam o dia todo na escola, mas isso não garante uma melhor educação, pois os pais tem um papel importante na educação dos filhos. Escola e família deve ser uma parceria!
Bem voltemos a idade certa para iniciar a vida escolar, não existe resposta objetiva para essa pergunta, mas antes de 2 a 3 anos a criança tem muito poucos recursos para a vivencia em sociedade. Antes dessa fase a criança não tem muito interesse em fazer amizades, a criança ainda não brinca 'junto', apenas com outras crianças. Claro que é preciso levar em consideração cada criança e sua realidade familiar, cada um deve pesar e medir suas possibilidades. 
Tem crianças que se adaptam muito bem a essa nova etapa, outras os pais precisam de paciência e calma para que o inicio da vida escolar seja uma mudança gradativa. É novidade para a criança aquele novo espaço, e é novidade para os pais também. A insegurança é comum tanto para as crianças como para os pais. Por isso é tão importante que conheçamos bem a escola, sua proposta pedagógica, para ir ganhando confiança, e a criança sente isso acontecendo. Não se deve apressar esse período de adaptação, conversando bastante com a criança sobre a escola, falando sempre a verdade, que vai para casa e depois vai voltar. 

Segue abaixo algumas dicas para esse período de adaptação:
1. Nós primeiros dias de aulas, deixe a criança levar um brinquedo que ela gosta, pois assim, terá um objeto de transição para lembrar-se do seu ambiente familiar.
2. Deixe a criança participar dos preparativos, comprar o material escolar, arrumar o lanche, etc. Com equilíbrio para que a criança também não fique ansiosa em demasia.  
3. No inicio ela ficará um horário menos que o normal, por isso se prometer que vai esperar ali, cumpra, se não for ficar avise que logo virá busca-la. 
4. Mantenha um tempero entre consolar e ser firme, pois é natural o choro nos primeiros dias, e se toda vez que a criança chorar você fizer o que ela quer, isso dificultará e muito a adaptação.
5. Procure conversar com outros pais que estão passando por essa etapa, para que a ansiedade natural nessa fase não cresça, fale, converse, leia sobre o assunto. 
Paz e bem!

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Os limites e a educação infantil



É notório que educar uma criança não é tarefa fácil, pois envolve tempo, disposição, tolerância, já que é um processo a longo prazo não acontece da noite para o dia. Quem educa nós primeiros anos iniciais tem a impressão de que não está surtindo efeito, mas é natural da criança amadurecer lentamente, e depois sim ir adquirindo recursos e maturidade para ser efetivamente mas obediente, o que não quer dizer que ela não esteja assimilando as regras e comportamentos.

Mesmo tendo o conhecimento de que alguns desses comportamentos fazem parte do desenvolvimento da criança, alguns pais se vêem diante de um conflito quando esta ultrapassa os limites e percebem que precisam agir. É preciso falar que aquele comportamento está errado, se persistir ficará sem algo que gosta. É importante os pais falarem com tranquilidade pois nessa fase a criança dificilmente consegue assimilar algo se estiver muito agitada. Um comportamento muito comum nessa fase inicial é a agressividade. Percebe-se que a agressividade de alguma forma, faz parte do processo de crescimento do indivíduo onde se utiliza dela para reagir ao mundo, os pais e educadores não devem reagir no mesmo nível de agressividade da criança, ao contrario quanto mas os pais demonstram ter domínio sobre suas emoções, melhor será o aprendizado.

Não podemos negar que não é nada fácil em alguns momentos manter a calma e a paciência, as vezes é preciso ser enérgico, mostrando sua autoridade como pai, mãe, educador. Muitos educadores sugerem que se preciso for a criança seja imobilizada, e impedida de agredir, ela precisa perceber que de forma violenta não se revolve verdadeiramente os problemas. E sendo assim aos pouco a criança vai aprendendo a controlar suas emoções, se isso não acontecer é preciso um acompanhamento terapêutico, mas é importante lembrar que até mesmo nós adultos também muitas vezes temos dificuldades de controlar nossa emoções.

Corrigindo a criança esteja atento, e se perceber que não agiu bem com a criança a melhor forma é conversar e se desculpar, pois quando educamos também estamos em processo de aprendizagem, não existe vergonha em assumir os erros, até para que a criança também aprenda a assumir os seus.

A criança nasce sem qualquer noção de valores, sem saber o que é certo e errado. É papel dos pais ir mostrando aos poucos isso a criança. Mesmo que a criança faça uma birra, não ceda, pois sendo assim esse comportamento vai se perdurar. Claro que é menos barulhento dizer sempre "Sim" do que "Não", são pequenas frustrações que vão capacitando nossos filhos para mas adiante serem capazes de lidar bem com outras frustrações maiores.

As crianças são muito espertas e têm um grande poder de manipulação. Basta um dos pais ceder a um choro que logo a criança entende que é por ali o caminho para conseguir o que ela quer. É próprio da educação infantil a repetição, é preciso repetir, falar e falar novamente, é importante a entonação da voz, estar na mesma altura da criança, falar olhando nos olhos, chamar a atenção da criança para o que você está dizendo. Se for deixar de castigo devemos estar atendo a idade da criança, é preciso dar um espaço para que a criança tente falar o porque de sua atitude.

Uma boa metáfora para exemplificar é o rio, sem margens bem definidas ele não sobrevive muito tempo, sem escoar suas águas, a criança também precisar perceber de forma clara as regras importantes para uma boa convivência em família e mas tarde na escola, e posteriormente na sociedade com um todo.


Paz e bem!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Seu primeiro aninnho!

Você chegou como uma surpresa, mas parece que as surpresas da vida são mais emocionantes que as que planejamos, não estava te esperando, mas nunca vai poder dizer que não te desejei, desde que descobri sua presença dentro de mim, te desejei com um amor que virou avalanche, se multiplicou de forma estrondosa. Quando você nasceu eu já tinha, mas maturidade, mas experiência, mas segurança, menos temores, próprios de quem já trilhou o mesmo caminho, e o coração foi ficando dilatado. Em vezes de ansiedade, eu olhei o seu rostinho tinha uma sensação de que era um presente singela de Deus para mim! Ou melhor, para nós pois, você já tinha dois irmãos próximos da sua idade. Chegou viu que já existiam crianças, que aquele lugar tinha sorrisos, e mulekes...rsrs. Bento você fez o seu primeiro aninho, você teve o melhor de mim, pois seus irmão em ordem decrescente foram mais cobaias...rsrs, não te amo mais que a eles, mas cada um dos teus irmão quando nasceu, nasceu junto um amor próprio, especifico. Como Deus me amou eu tentarei amar voceis de forma unica e particular, não exagerada para não permitir frustração alguma, mas também zeloso como ele me preservou de tantas marcas! Só mora em mim a gratidão, feliz aniversário meu filho!
Bento Miguel!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Adolescência do Bebê

De repente o bebê que era só sorrisos, agora começar a ser especialista em choradeiras, sua rotina que antes era simples passa a ser cheia de teimosia,  torna-se uma verdadeira batalha. É o que os psicólogos americanos intitularam "terrible twos", ou seja, terríveis dois anos. 
É por volta dos dois anos que a criança começa a querer escolher o que usar, perceber com mas clareza o que gosta, o que não gosta. Como ainda não tem desenvoltura na linguagem falada, muitas vezes ainda não sabem usar o recurso da palavra para solucionar os conflitos, nem mesmo nós adultos podemos dizer que terminamos esse aprendizado. 
Sapatear, gritas, rolar, fazer um escândalo quando contrariado, reações comuns em crianças nessa idade. Apesar de aparentemente parecer que a criança não foi educada, ainda não podemos dizer isso, pois esse sintomas são importantes para apontar um desenvolvimento normal, que é o primeiro traço que a criança está começando a definir seus gostos. Muitos pais se assustam pensando que seus filhos vão ser uns "pestinhas", ou hiperativos. Calma! 
É de grande importância não rotular a criança de agitada ou coisa parecida, para essa fase não se estenda, pois a criança acaba incorporando os rótulos. É transitório por isso não desanime, nem seda ao que for combinado como regra, a criança devagar vai entender, a custo de muita repetição. 
Não podemos ser permissivos de mais tentando evitar as birras, mas também temos que escolher as batalhas que valem a pena ser travadas. É um período de treinamento para a convivência social que virá mas a diante, os pais devem ter em mente que os atos da criança são na verdade uma tentativa de amadurecer sua personalidade, que antes não se via separada dos pais. Aos poucos a capacidade comunicativa aumenta rapidamente, e por volta de 4 anos a criança inicia essa capacidade de controlar suas emoções, somente inicia-se. Portanto cabe aos pais incentivar a criança falar o que quer, comunicar-se para ser compreendida. Com certeza a criança ainda terá muito o que aprender pela frente, mas passando essa idade ela terá muito outros recursos para se expressar. Podemos destacar quatro pontos que marcar essa etapa:

1 - O pensamento da criança é mas rápido que sua linguagem, como também a consciência de seus sentimentos é uma novidade, portanto vividas de forma muito intensa. Suas reações ainda estão no nível instintivo e a razão ainda não entrou em cena com sua contribuição que equilibra a emoção.

2. Fase marcado pelos "Por que e mais por quês"

3. O corpo da criança tem um desenvolvimento acelerado, suas emoções não essa amadurecem bem mas lentamente. Os hormônios responsáveis pelo desenvolvimento atuam grandemente nessa etapa, por isso a comparação a adolescência, esses hormônios também são os responsáveis pelas emoções, ou seja é comum que a criança nessa idade "não pare quieta".

4. Idade das birras, a criança começa a ganhar consciência das suas emoções, mas ainda não sabe lidar com elas, principalmente a raiva. O resultado é bem barulhento, é o que os psicólogos chamam de ataque de birra, por traz desse "showzinho" existe a dificuldade de organizar essas novas sensações, de frustração, raiva, etc. 

Compreendendo um pouco essa etapa podemos lidar melhor, contribuindo assim para que nossas criança se desenvolvam e amadureça não somente no corpo, mas também possam ganhar maturidade em suas emoções, dado que esse aprendizado vai durar a vida toda. 
Paz e bem!  

sábado, 12 de outubro de 2013

Desenvolvimento infantil

Na faculdade eu não me interessava em estudar o desenvolvimento da criança, mas quando me tornei mãe tudo começou fazer sentido, cada etapa, cada conquista, estou escrevendo para o jornal da Comunidade Brilho Sagrada Família de Resende, RJ, esse mesmo assunto. Sempre que der um tempinho vou postando os artigos aqui. Um link muito interessante que vou compartilhar com vocês segue abaixo:
http://formacao.cancaonova.com/infograficos/fases-infancia/
Paz e bem!
 
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