quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Nascer, rever os fatos!


Ano novo vem aí, mas pra mim a Vida nova começou desde dia 20 de Outubro!

Vida nova, só não sei se é menino ou menina, nem como será, é como cada ano que vem, agente sabe que vai vir mas não como será, o mistério permeia a Vida Nova. Minha mãe demorou sete anos até que eu nascesse, depois veio meu irmão e Deus disse que era Bom... risos. Parou por aqui, nossa não posso negar que meu medo sempre foi esse de ter dificuldades para gerar, mais sabe eu já estava me acostumando com a ideia, porque investir em uma possibilidade que não estava ao meu alcance. Algumas vezes agente tinha uns papos meio loucos, que escondia o que em mim era um desejo enorme de ser mãe, e nele um medo enorme de não ter filhos. Nos meses anteriores a Outubro (obs.: em Outubro fizemos um ano de casados), sempre me lembrava da casa dos meus pais, sempre cheia apesar de apenas dois filhos, e muitos de criação.


Em setembro eu fiz minha inscrição para o mestrado da PUC-SP, nunca imaginei que fosse passar de primeira, mas sempre pensava Deus sempre cuidou de mim, se não vou ser mãe tão logo, então outro plano ele deve ter pra mim. Passei! Mandaram-me um e-mail avisando o dia da entrevista, fiquei sem Internet durante três dias, só consegui receber o e-mail duas horas antes da entrevista, fiquei louca, desesperada, mandei um e-mail pedindo se poderiam remarcar, a Orientadora remarcou, só consegui abrir meu e-mail meia hora depois da dita entrevista. Parecia que o céu não estava ao meu favor, nossa falava com Deus brava, sem entender o motivo, os meu papos com Deus eram, como se eu soubesse o que era melhor pra mim, etâ agora que vejo, xii, cegueira das bravas eu estava. Mas Deus é Misericórdia, teve muita paciência comigo!

O mês de Setembro passou e eu não entendia nada do que estava acontecendo, puxa o Senhor permite que eu passe e agora que animei me puxa o tapete. A supervisora estava indo á Brasilia, me ligou pra ver se conseguia entrar em contato comigo, durante os trinta minutos que ela ficou tentando me ligar o sistema telefónico da cidade inteira só aceitava chamadas locais, nunca tinha visto isso acontecer, nossa pensei, vou largar mão disso porque não tenho mais duvidas, Deus não me quer lá. Sem entender mesmo, aceitei com muito custo, desisti. Menos de um mês depois os enjoou foram aparecendo eu de inicio não acreditei, mais o Ed ficava falando para minha sogra que ta grávida. Fiz o teste de farmácia sem muita expectativa(tinha medo de não ser eu ia ficar muito decepcionada), pelo menos eu tentei não criar esperança que não tivessem ao meu alcance, mais Deus é Deus!


Hoje posso criar expectativas, pois é certo meu Deus é Senhor da Esperança, mesmo quando meu coração se sente incapaz de cuidar de um Filho do Céu, por outro lado eu sinto uma enorme alegria por sei que a Mão do Senhor me trouxe até aqui, por que ela não permaneceria? Quando o coração estremece da responsabidade fico com a Paz de que se entrega, apesar de grão de mostarda a fé nos da a certeza de dizer como São Paulo:
"Eu sei em quem coloquei minha confiança!"
Em minha imaturidade penso logo, Senhor
"No meu nada se faz tudo ante ao fogo do Teu amor!"

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Será que falta alguma coisa para inventarem?



As vezes fico me perguntando, se falta algo que ainda não inventaram?
Me deparei com esse site, que muito me surpreendeu!
http://www.enchemin.org/

Um casal que escolheu passar a lua de mel, em peregrinação, e não é uma peregrinação qualquer: de Paris a Jeresalem!
Nossa!!! se mais pessoas utilizassem sua criatividade para coisas boas vemos que caminharíamos não só até Jerusalem, mais até a Paz de uma vida autêntica!
Estando em Jerusalém um frei dizia: "Quando a paz aqui chegar, o mundo verá a Paz!" Tamanha dificuldade de ver concretamente a paz entre a Palestina e Israel. Não será impossivel pensarmos que ela chegará junto com o Principe Pax em sua vinda gloriosa.
Tem gente que se junta para a guerra, tijolos foram colocados na quele murro entre Palestina e Israel, tem tijolos que se juntam para construir pontes entre os povos, tem gente que escolhe se juntar para viver pela paz, tem gente armando pela guerra.

Quero amar oferencendo pela paz, o amor meu e seu pode, se quiser fecundar Paz!


Faça uma visitinha no site! Quem sabe agente se inspira para ser criativo no
amor!

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

O nosso medo da morte esconde um medo da Vida!

Alguns artigos atrás eu escrevera um texto com o título: "Talvez a morte seja o maior instrumento para despertar a vida", quando nos vemos diante da possibilidade de morrer que é certa, ou de alguém que agente ama, é nessas horas que revemos toda a nossa vida, muita coisa passa pela cabeça, e ao mesmo tempo não conseguimos pensar em nada.



Heidegger diz que de nenhum modo somos fixos tal como o sentido comum se representa o ser da pedra ou de uma mesa. Nossa como seria menos angustiante, se fossemos pedra ou mesa, pena que não teríamos o brilho da vida! Nós somos marcados a vida inteira por uma relação permanente de instabilidade que mantém em si mesmo o movimento. Nunca o ser da existência do homem é coisa acabada; resultado adquirido, sucesso já realizado, a não na morte, quando já não podemos ser, nossas possibilidades já foram todas vividas. Somos existentes cujo ser está sempre posto em jogo. Fundamentalmente somos sempre um poder-ser.


Nesses dias a cidade inteira viveu um perda grande, Edmara, 24 anos, sorriso no rosto, faleceu em um acidente de carro, pessoas das quais a gente vê sempre, nos fazem pensar muito sobre questões existenciais:

Poderia ser qualquer um naquele carro!
Eu, você, seus pais.

Vivendo uma perda somos chacoalhados pra viver.


Será que minha vida tem válido a pena?
Tem colhido cada dia como se fosse o ultimo, porque pode muito bem ser mesmo o ultimo? Temos amado o bastante as pessoas que temos por perto?




Sempre é bom pensar nosso medo da morte, esconde um medo maior, medo da vida e de não saber vive-la! Talvez se na vida conhecessemos melhor a morte, saberiamos amar e viver melhor a vida! Há quem diz que não há lógica pra pensar em algo melhor após a morte, eu fico pensando no piadista que conta:





Um dia dois bebes gêmeos, na barriga da mãe tem uma conversa:

_Você acredita em vida após o parto?

_Claro que não!

_Porquê?

_Ué! ninguém voltou para contar!

A morte e o nascimento tem muito a nos ensinar a viver!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

O preço de "ser si mesmo"


Quando comecei a pensar no nome que daria ao blog, nunca tinha certeza! Apesar de saber que a certeza poucas vezes me acompanha, acho que ela não gosta da minha companhia. Logo ela chega, logo se vai.
Nomes e nomes, muito difícil sintetizar questões tão complexas da existência em palavras frias de uma determinada linguagem humanamente limitada, somente por ser HUMANA já não tem outro caminho a não ser a limitação. Limitação esta que só vejo superada em alguns instantes poéticos, literários, ou até musicais, porque não dizer celestiais. Limite, marca, contorno, antes nem tanto, mas quanto mais no vemos no espelho dos anos, vamos percebendo por que fechar os olhos, se sem eles eu não posso me construir. Cada tijolo, meu limite, no tempo, no espaço. Fascínio talvez seja a palavra que sinto diante do limite, claramente, tenho muitos, e muitos que enumera-los canse seus olhos ao lê-los. Mas posso citar um que você não terá como negar, péssima gramática, meu texto já tem essas marcas, verbos, conjunções, sintase, vou parar por aqui, não gosto de texto ensimesmado.
Esse é o preço de SER SI MESMO, um si mesmo humano, que nos limites encontra seus contornos. Lutei contra meus contornos, limites, hoje não mais, vou mesmo gastar minha forças com algo da qual eu seja capaz de vencer, como por exemplo escrever bem!

domingo, 30 de setembro de 2007

Tem gente que diz que papel é frágil

Em 2001 foi o nosso primeiro um ano de namoro, alguns diziam, é você ta assim porque ainda não tem mais de três anos, quando passar uns três aí vai ver... Vai conhecer melhor, vai desgastando!


O tempo foi passando, três, quatro, cinco, seis, e o danado desastre não chegava.

Com seis anos de namoro, ficamos noivos, aí sim, nossa, e como escutávamos de muitos:

Agora você vai ver! No noivado tudo muda, e quando casar, aí você vai conhecer de verdade com quem você namorou, etc...

Não faltaram expressões criativas, pra convencer, e tentar me "ajudar" a ver o amor sem cegueiras. Xiii, a cabeça fica cheia de minhoca!!! As "pré destinações" me faziam pensar, minhas escolhas são bem diferentes, será que as consequencias seriam iquais?!

Tem quem diz que: "Quem pensa não se casa", nossa eu pensava dia e noite, antes de decidir.

Emfim casados, que nada só o começo, o dia que deu inicio ao nosso casamento, 7 de Outubro, eu disse meu sim, no Altar, mais muitos outros sim, sucederiam aquele.


Cada dia do meu primeiro ano de casada, eu ficava procurando ver se o temido dia chegava, e nada, a pessoa cheia de limites como eu, estava do meu lado, crescendo, amadurecendo como também eu.

Corremos o risco ver as pessoas que amamos como finalizadas, e que a triste ilusão, que as vezes até convencemos o outro de que ele é nervoso, e não de que ele naquele momento está nervoso.

As mudanças não só acontecem com o casamento, com um filho, etc. As mudanças nós atestam que somos gente, acontecem como o sol que nasce todo dia, como o ar que nunca fica parado.


A paixão, não permite que o outro mude, a paixão vive da repetição de sensações, ela é meio boba, além de cega, já o amar em vez de repetir, sabendo que isso não é possivel, busca viver a novidade de cada dia, o mistério presente na simplicidade.

Até porque amar pede aceitação, entrega, liberdade de que o outro seja ele mesmo, e diferente de mim, e isso ajuda com que o que vivo hoje, seja até melhor do que foi ontem.

Ninguém passa pelo mesmo rio duas vezes, já diria o filosofo. No namoro, no casamento, noivado, no tempo que seja, toda pessoas em cada decisão se faz, é nunca estará pronta, finalizada. Me faço a cada dia, com minha escolhas! Ele também!

Amar leva agente a entender a beleza do mistério de nascer todo dia, o rio corre a cada decisão somos um pouco mais nos mesmos, quanto mais deixamos o outro ser ele mesmo.

Nos mudamos, e as aguás que estavam aqui já estão longe, portanto ninguém passa pelo mesmo rio duas vezes, eu me caso a cada dia, de novo com uma pessoas que faz hoje suas escolhas diferente de como fazia, eu nunca me casei com uma pessoas de verdade.


Hoje chego as nossas bodas de papel, e fico pensando: muito dizem que papel é frágil. Mas hoje já sei, que nem sempre, quem pinta um quatro fica iqual a outro, cada um escolhe suas tintas e essas dão seus tons e coloridos próprios de cada obra de arte. Hoje não me importo se tenho bodas de papel ou de ouro, ou se a maioria das pessoas dizem se o primeiro ano o mais dificil, eu esperei pra viver e já me convenci, que os anos fortalecem o amor, e purificam a paixão.



"Põe-me como um selo sobre o teu coração,

como um selo sobre os teus braços;

porque o amor é forte como a morte"

(Ct 8,6)

 
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