sábado, 28 de fevereiro de 2015

No cárcere


“Temos o triste privilégio – afirmam – e paradoxalmente a graça de ser testemunhas de que muitas das prisões de nosso continente são recintos inumanos, caracterizados pelo comércio de armas, drogas, amontoamentos, torturas, crime organizado e ausência de programas de humanização (cf. Aparecida, 427).”

Fez-me pensar, esse trecho do documento de Aparecida: Nessa realidade estão os nossos presídios, mais não sei se todos têm esse “privilégio” de saber como é a vida de um presidiário em nossa sociedade. Atualmente tenho trabalhado em uma casa da Comunidade Aliança de Misericórdia, Casa Filho Pródigo. Onde meninos menores de 18 anos cumprem suas penas em liberdade assistida, ou suas medidas sócio-educativas, devido a algum descumprimento da lei. No inicio do ano completa um ano que estou lá. Alfenas uma cidade do interior do sul de Minas, cheia de universitário, festas. A pouco tempo inalgurado na cidade o novo presídio. Os meninos que atendo relatam suas experiências lá dentro, o uso de drogas, a violência, a discriminação, e tudo que não produziria nada de bom no coração humano, nem mesmo em um animal.
            Sempre me pego pensando sobre esse contexto, em um desses meus devaneios, tive em mãos o Mensagem de João Paulo II para o Jubileu nos Cárceres, nossa quanta sabedoria, abriu um horizonte de reflexão infinito. Uma dessas reflexões me trouxe até aqui para partilhar com você blogueiro.

“Ao pensar nesses irmãos e irmãs, quero antes de mais desejar-lhes que o Ressuscitado, que entrou no Cenáculo estando às portas fechadas, possa entrar em todas as prisões do mundo e ser acolhido nos corações, levando a todos a paz e a serenidade” (Iden).

Essas palavras de JP II levantam a possibilidade de um pentecoste no contexto das prisões, ele vai a fundo nesse horizonte.

“Jesus é um paciente companheiro de viagem, que sabe respeitar os tempos e os ritmos do coração humano, embora não se canse de encorajar cada um a caminhar para a meta da salvação” (Iden).

Cada escuta que faço me faz lembrar essa frase de JP II, e me ensina como caminhar com eles sem desrespeita seu tempo e suas possibilidades. Meninos que em suas escolhas vão escrevendo suas histórias de luta, sofrimento, vendo a sua dignidade se esvaziar por entre os dedos. Tendo como norte essa mensagem de JP II, podemos ver que o cárcere pode ter um cunho de reflexão, mas também “em vários casos, os problemas que cria parecem maiores que aqueles que procurávamos resolver” (Iden).
            “Vexames infligidos, por vezes, aos presos por discriminação étnica, sociais, econômicas, sexuais, políticas e religiosas... torna-se um lugar de violência parecido com aqueles ambientes de onde, não raro, os reclusos provem. Isso inutiliza como é evidente, todo esforço educativo das medidas de detenção” (Iden).

Temos muito o que pensar apartir disso... 

Jubileu dos presidiários, Ano de 2000!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Espiritualidade conjugal

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      Se você tem nos acompanhado nesse caminho, já percorremos muitos cômodos importante dessa edificação que é o casamento. Hoje te convido a debruçar-se sob a lareira do casal que é a espiritualidade, de onde emana calor e aconchego. Essa é a chama que mantem viva o amor. O amor humano não se sustenta por si mesmo, fechado nos dois o casal logo se esvazia de sentido. O amor pede uma abertura ao transcendente, ou seja, elevar-se, superar.
Como seria possível então uma lareira que não se apague?

     Uma coisa é certa, só o Espirito Santo de Deus é capaz de fazer essa proeza. Como diz o trecho de Gênesis: "E sereis uma só carne" (Gn 2,24) é um imperativo que fica por conta do Espirito Santo, só Ele é capaz de fazer essa unidade de amor. A espiritualidade conjugal é descrita assim pelo nosso querido Pe. Léo:
  
  "É aprender, do Espírito, como viver conjugado, unido, é para ser vivido na carne, situado no tempo e no espaço. Uma graça que santifica o casal, não apesar da vida conjugal, mas por meio dela. O amor conjugal precisa mostrar para o mundo esse amor apaixonado de Deus pela humanidade". 

        É como rezar em família, viver o amor em pequenos gestos, ir a Santa Missa, se alimentar de Jesus em seu Corpo e Sangue e em contra partida, deixar-se ser alimento uns para os outros. Cada família vai construindo sua identidade na vivencia da espiritualidade, transborda do casal para os filhos. Cada membro da família deve buscar respeitar a velocidade dos passos de cada um, com paciência, uns andam velozes, outros a passos lentos. Uma espiritualidade familiar autentica não pode nos levar a julgar onde o outro se encontra, mas como Paulo, deve nos mover a dizer: "importa é prosseguir decididamente" (Fl 3,16), no dialogo, no respeito as diferenças e etapas em que cada um esteja vivendo em sua espiritualidade pessoal. 

A espiritualidade não tem somente a função de "espiritualizar", mas sim, nos tornar cada vez mais humanos. Permitindo assim que a ação do Espirito Santo esteja presente em nossa vida concreta. Sendo assim o mundo tem acesso ao Amor da Trindade, em nossas vivencias familiares. 

É muito importante para as crianças desde pequenas, crescerem em um ambiente onde elas alimentem sua espiritualidade. Será que a criança intende? É como amamentar a criança ainda não sabe o que é o leite, mas toda mãe sabe que antes de entender ela precisará se alimentar para crescer e se desenvolver. A oração deve ser adaptada a cada idade, é como o alimento, mas o que não podemos é deixar de alimentar. A primeira infância é um lugar privilegiado para marcar corações com o selo do céu, quando ficamos adultos nossa memoria e nossas vivencias vão se tornando seletivas, na primeira infância não, temos uma terra fecunda para semear a "Boa semente". 

        Em resumo nossa espiritualidade se desenvolve no encontro com Deus, no encontro com o outro, e no encontro com sigo mesmo. Esse três fatores são de grande importância para que nossa espiritualidade seja autentica. Como bem nos lembra São João em sua carta: "Se alguém afirmar: 'Eu amo a Deus', mas odiar seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê" (I Jo 4,19-20).

        Uma verdadeira espiritualidade traz grandes benefícios as famílias em seus desafios cotidianos. Quando os problemas sobrevêm, uma família que alimenta sua espiritualidade de forma saudável, terá sempre em sua coração "tudo nessa vida passa". A espiritualidade direciona nossas preocupações para o que de fato tem valor, para que cada dia mais nossa vida seja Dom para o outro. Como sempre nos alerta o Papa Francisco precisamos desenvolver em nosso meio a cultura do encontro. Pois nos esbaramos muito e nós encontramos pouco, e a espiritualidade exige uma escavação mas profunda.  Paz e bem!

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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

O relacionamento com os sogros


     Beata Chiara Luce tem em sua história fatos muito interessantes, uma santidade necessária para os nossos tempos modernos. Teve uma vida curta, e de grandes batalhas, por sua saúde frágil. Seu pai Ruggero, era de família abastarda e sua mãe Teresa de família bem simples. Quando se casaram tiveram que morar na casa dos pais de Ruggero, Teresa viveu grandes dilemas com sua sogra. Por que estou começando esse artigo falando de Chiara? Sobre esse tema muito vasto e particular que são os relacionamento com os sogros correríamos sempre o risco de teorizar de mais, ou até mesmo tomar partido em alguma parte, o que não ajuda em nada, sendo que cada pessoa é unica, e o relacionamento seus sogros é algo muito particular. 
Já que estamos sendo ousados no desejo de queremos contribuir para uma  reflexão, nada melhor que experiencias e exemplos a serem olhados como o caso da Beata Chiara Luce. Não teremos tempo de narrar toda a história dela aqui, mas vale conhecer para inspirar nossa vida em família.

      Depois que Chiara nasceu tudo se acalmou pois já tinham sua casa própria, e menina sempre lhes pregava peças como no dia dos namorados de 1990. A filha fez uma reserva surpresa em um restaurante para os dois, Chiara já não saia da cama por sua doença e disse aos pais: "Hoje á noite, olhem-se nos olhos, e não voltem para casa antes da meia noite". E disse a sua mãe: "E lembre-se que o papai já existia antes de mim". Ela tinha um olhar muito interessante sobre a vida e sobre a família. 

     Essa é uma linda história de superação da dor e do sofrimento! De Romeu e Julieta aos pais de Chiara, os relacionamentos entre as famílias de origem sempre estão entre os temas dramáticos na literatura, nas piadas, e até mesmo a vida de santos como Chiara.

     Precisamos destacar duas questões que envolvem os relacionamentos entre sogros: 

1. Quando uma nova família se forma, temos que consideram que os pais por muitas vezes ficam com a sensação de "ninho vazio", ou seja, o filho ou a filha agora vai sair de casa, como diz a Palavra: "Por isso o homem deixa o seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher!" (Gn 2,24). A família deve considera isso um ganho, mas muitas vezes fica uma impressão de perda e luto, o que coloca o cônjuge no lugar de culpado por essa perda. Nessa primeira questão por si só já temos muitos desafios, mas não para por aí. Ainda temos:

2. As questões psicológicas que envolvem o nosso desenvolvimento afetivo, aprendemos a amar amando nossos pais, a menina aprende o que é ser homem, vendo seu pai, e a menina faz uma concepção do feminino na mãe. Os nossos vínculos parentais, ou seja, nossa primeira forma de amar é bastante egoísta e possessiva. Aos poucos vamos amadurecendo e amando com mais generosidade e de forma mas equilibrada, mas aí mora a questão, muitas vezes atingimos a vida adulta ainda imaturos no amor, pois o amor para amadurecer não é como uma goiaba que somente o tempo e sua ligação com a goiabeira é suficiente para deixar ela docinha e madura. Nós não a maturidade no amor é um aprendizado de ir aos poucos tirando o foco de nós mesmos e direcionando nosso amor aos outros. Um bebê só recebe amor dos pais, depois uma criança já tem alguns amiguinhos na escola, na adolescência esse amor amplia mas ainda para referencias sociais, professores, tios, amigos, grupos, namorado(a). No casamento esse foco se afunila novamente mas agora para ser vivido de forma generosa entre o casal, e a maturidade passa a ser um ingrediente importante para que um não fique esperando somente do outro sua realização pessoal, mas encontre sua realização nessa entrega oblativa de ambas as partes. 

     Cada família tem um sistema, uma cultura, formas e vivencias próprias. No inicio o casal vai escolhendo com suas atitudes como será a dinâmica dessa nova família, e suas famílias de origem deve respeitar, mesmo que suas escolhas nem sempre assertivas, mas essa liberdade é importante para que o casal amadureça e dê o contorno que essa família terá. É muito difícil para o jovem casal se estabelecer como família, quando as interferências atingem decisões que eles precisam tomar sozinhos para ganhar confiança um no outro, causando muitas vezes divergências entre o casal. 

      E de outro lado estão as expectativas dos pais, que não devem considerar as decisões que os filhos tomam no casamento, como se não tivessem considerando eles com respeito devido. É preciso que cada casal estabeleça sua autonomia em relação ao pais, mas isso não quer dizer que eles serão uma ilha. Os pais de origem e os sogros tem uma vasta experiencia de vida, que pode contribuir desde que essa contribuição favoreça o casal e não coloque um contra o outro. 

      Toda comunicação entre as famílias exige perdão, dialogo, reconciliação, e sendo assim podem ser um exercício para nosso crescimento em na maturidade humana. A vida sempre nós dará oportunidades para crescer no amor! Paz e bem!

domingo, 30 de novembro de 2014

O ciúme faz bem ou mal?


O ciúme é universal, ou seja, é um sentimento comum nos relacionamentos. É preciso estar atento, pois o ciúme pode ser normal ou patológico. O ciúme normal aponta para o desejo de zelar pelo relacionamento, já o patológico desgasta o relacionamento com amassas que não são reais. O ciúme patológico não permite que o outro seja ele mesmo, o ciumento busca apagar a individualidade do outro, vive a procura de pistas para provar sua crença de que não é amado. O ciúme quando não é saudável aponta para uma insegurança, um desejo de ter o controle de tudo ou até mesmo um relacionamento familiar de excessivas restrições.

Um relacionamento saudável se faz por duas pessoas diferentes e que se complementam no amor, na confiança, sendo "uma só carne" sem anular sua individualidade na complementaridade. Uma pessoa que conhece seu valor, tem uma autoestima, não se sente inferior a ninguém, tem mas facilidade de equilibrar esse sentimento para que o ciúme não prejudique o relacionamento. O ciúme faz dos nossos pensamentos uma máquina produtora de fantasias e temores, pede um auto controle também importante como em outros sentimentos como a raiva, gula, etc. O ciumento corre o risco criar um relacionamento "ilha", sem amigos, longe da família, se isolando como casal. O ciúme cheio de facetas, é uma emoção cheio de tendências obsessivas.

Se todos estamos sujeito a esse sentimento o que podemos fazer para controla-lo?

Aqueles que tem dificuldade de controlar o ciúme devem buscar se orientar pelos fatos e não pelos pensamentos, quando um pensamento lhe vem a mente é preciso se perguntar se esse pensamento não é fruto da sua imaginação ou é uma ameaça concreta?
É preciso também questionar nossas crenças, como por exemplo: "Os homens não prestam!", "meu pai não foi fiel, então homem nenhum vai ser". Idéias generalistas que levamos conosco as vez como verdades absolutas.
Outra questão de grande importância é buscar na terapia um lugar para desenvolver seu auto conhecimento e fortalecer sua autoestima, tendo um momento para elaborar seus medos e inseguranças. O ciúme patológico está a serviço do egoísmo, é importante questionar se não estamos centralizando excessivamente nossa vida em torno de uma pessoa. É preciso fortalecer outros laços também, como amigos, família e principalmente devolver a Deus o seu lugar de central na nossa felicidade.

A oração deve ser o caminho que contribui de busca para nossa saúde mental e espiritual, focalizando assim a base da nossa vida em Deus que é fiel, até mesmo diante das nossas infidelidades. Como Isaías bem diz que Deus nós ama até o ciúme, ou seja, ele é deve ser o Amor primeiro de onde brota o amor humano verdadeiro.
A filosofia também pode nos ajudar percebendo que só somos livres nos ocupando das coisas que só dependem de nós, o ciúme neste caso é um sofrimento por algo que não depende só de nós. Aristóteles escreve um livro para ensinar a ética a um jovem onde ele mostra que as paixões precisam da sabedoria, para não adoecer. Lembramos também muitos textos bíblicos que mostram o mal que o ciúme pode fazer, como no caso de Caim e Abel, também a literatura dedica clássicos como "Dom Casmurro" de Machado de Assis onde o personagem central é um ciumento obsessivo. 

O ciúme doente é uma paixão que deixa os pensamentos confusos e desordenados, portanto a razão é de grande importância para orientar os pensamentos. Alguns psicólogos buscaram compreender quem são as pessoas que tem mas dificuldades de ser feliz? Aquelas que tem pensamentos inflexíveis, como por exemplo: "tudo deve acontecer como eu desejo", "nada pode estar fora do meu controle", essas e muitas outras são crenças irracionais e ilusórias. Quando aprendemos a ser mais flexíveis nos nossos pensamentos vencemos grande parte dos nossos fantasmas.

Encerro lembrando a oração da serenidade que nos ajudar a ser mais seletivo em nossas preocupações:

"Concedei-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que eu não posso modificar, a coragem para modificar aquelas que posso, Sabedoria para conhecer a diferença entre elas".

Paz e bem!

Traição nos relacionamentos


A traição é um assunto complexo quando se fala em relacionamentos, mas é necessário levantar essa reflexão pois, está presente em todos os âmbitos: amizade, namoro, trabalho, casamento. É uma realidade que todos uma hora ou outra vamos ter que superar. Jesus mesmo foi traído por Judas, fez questão de celebrar a Ceia da Pascoa e deixar claro que: Judas foi escolhido, amado, apesar de Jesus saber que ele iria o trair. Aí mora uma grande lição: aquele que traí perde mas do que quem foi traído!

A traição de um amigo, de um colega de trabalho, toda traição é difícil ser curada, em qualquer tipo de relacionamento, mas no casamento a traição não atinge somente os cônjuges, mas toda família, principalmente os filhos. Jesus deu o pão embebido para Judas, dando ali seu perdão, como fez com Pedro que negou até mesmo conhece-lo. 

A diferença entre os dois é que Judas não aceitou ser perdoado. O orgulho quer nos convencer de que não merecemos perdão. O orgulhoso se incomoda com a misericórdia de Deus, não aceita um amor tão desinteressado assim, vê o perdão como fraqueza. A dificuldade em perdoar é grande, maior ainda é dar o perdão a nós mesmos quando somos nós que traímos. Pedro enfrentou seu orgulho, lavando sua alma com muitas lagrimas, enquanto Jesus lhe direcionava: "Agora, vai e apascenta meus cordeiros!", como quem diz não se detenha aí, levante-se e siga em frente. Cuide agora dos que eu lhe confiei. Vejo aí um dos maiores milagres, Jesus mostrou como sua confiança é redentora. Reatou sua confiança em quem acabará de ter o traído. 

Como Jesus mesmo deu o exemplo o perdão cura o coração, mas antes é preciso fazer aquela linda pergunta que ele fez a Pedro: "Me amas?". Pois só o amor é capaz de retirar o ser humano desse buraco que é a traição, e traze-lo para atitudes novas, se não vira um ciclo vicioso e nada redentor. 

Outra coisa é importante ser destacada o perdão não significa esquecimento, como quem apaga suas lembranças de modo magico. Superar uma traição leva tempo e paciência, e pequenas atitudes para reconquistar a confiança. Principalmente quando a traição atinge o casamento, é preciso da parte dos dois pequenas atitudes que alimentem o amor novamente, e reconquiste a confiança. É um processo de reconstrução em que os dois vão enfrentar "crises de ciúmes", em que as questões retornam. 

Existe dois tipos de traição, uma é a isolada, e outra que já se tornou cronica. Quando a traição se torna cronica fica muito mas difícil reconstruir. Um casal que vive um namoro permeado de traições, dificilmente vai ter um casamente sem essa mesma característica. A fidelidade é uma virtude a ser cultivada desde o namoro, um casal que vive a castidade no namoro será muita mas capaz de viver essa mesma castidade no casamento. Castidade no casamento? Sim, a castidade não é apenas se abster de ter relações antes do casamento é sim ter um coração puro, e no casamento a castidade se expressa na fidelidade matrimonial. 

A traição pode ser em ambas as partes ou em uma delas, mas uma coisa é certa todos os dois lados tem responsabilidades nesse desequilíbrio. As vezes colocamos uns como culpados e outros como vitimas, mas nem sempre isso funciona. O amor é como uma planta que precisa ser regada, e cuidada, mas se ela murchar é preciso voltar a regar que ela retomará sua vitalidade. Para viver um casamento feliz é preciso sair da ilusão de que não terá desafios, mas a realidade é que a felicidade mora no lar que existe muita luta e desafios superados, e não onde eles não existem. As vezes temos uma visão romântica da vida, muito diferente do que Jesus viveu junto com a família de Nazaré. Em Nazaré aprendemos boas lições de como uma vida feliz está intimamente ligada a servir, superar, enfrentar os desafios com fé, muito pouco com a crença de que tudo tem que ser como imaginamos, em Nazaré a Amor fez a morte virar ressurreição!
 
Paz e bem!

 
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