terça-feira, 13 de novembro de 2007

Será que falta alguma coisa para inventarem?



As vezes fico me perguntando, se falta algo que ainda não inventaram?
Me deparei com esse site, que muito me surpreendeu!
http://www.enchemin.org/

Um casal que escolheu passar a lua de mel, em peregrinação, e não é uma peregrinação qualquer: de Paris a Jeresalem!
Nossa!!! se mais pessoas utilizassem sua criatividade para coisas boas vemos que caminharíamos não só até Jerusalem, mais até a Paz de uma vida autêntica!
Estando em Jerusalém um frei dizia: "Quando a paz aqui chegar, o mundo verá a Paz!" Tamanha dificuldade de ver concretamente a paz entre a Palestina e Israel. Não será impossivel pensarmos que ela chegará junto com o Principe Pax em sua vinda gloriosa.
Tem gente que se junta para a guerra, tijolos foram colocados na quele murro entre Palestina e Israel, tem tijolos que se juntam para construir pontes entre os povos, tem gente que escolhe se juntar para viver pela paz, tem gente armando pela guerra.

Quero amar oferencendo pela paz, o amor meu e seu pode, se quiser fecundar Paz!


Faça uma visitinha no site! Quem sabe agente se inspira para ser criativo no
amor!

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

O nosso medo da morte esconde um medo da Vida!

Alguns artigos atrás eu escrevera um texto com o título: "Talvez a morte seja o maior instrumento para despertar a vida", quando nos vemos diante da possibilidade de morrer que é certa, ou de alguém que agente ama, é nessas horas que revemos toda a nossa vida, muita coisa passa pela cabeça, e ao mesmo tempo não conseguimos pensar em nada.



Heidegger diz que de nenhum modo somos fixos tal como o sentido comum se representa o ser da pedra ou de uma mesa. Nossa como seria menos angustiante, se fossemos pedra ou mesa, pena que não teríamos o brilho da vida! Nós somos marcados a vida inteira por uma relação permanente de instabilidade que mantém em si mesmo o movimento. Nunca o ser da existência do homem é coisa acabada; resultado adquirido, sucesso já realizado, a não na morte, quando já não podemos ser, nossas possibilidades já foram todas vividas. Somos existentes cujo ser está sempre posto em jogo. Fundamentalmente somos sempre um poder-ser.


Nesses dias a cidade inteira viveu um perda grande, Edmara, 24 anos, sorriso no rosto, faleceu em um acidente de carro, pessoas das quais a gente sempre, nos fazem pensar muito sobre questões existenciais:

Poderia ser qualquer um naquele carro!
Eu, você, seus pais.

Vivendo uma perda somos chacoalhados pra viver.


Será que minha vida tem válido a pena?
Tem colhido cada dia como se fosse o ultimo, porque pode muito bem ser mesmo o ultimo? Temos amado o bastante as pessoas que temos por perto?




Sempre é bom pensar nosso medo da morte, esconde um medo maior, medo da vida e de não saber vive-la! Talvez se na vida conhecessemos melhor a morte, saberiamos amar e viver melhor a vida! Há quem diz que não lógica pra pensar em algo melhor após a morte, eu fico pensando no piadista que conta:





Um dia dois bebes gêmeos, na barriga da mãe tem uma conversa:

_Você acredita em vida após o parto?

_Claro que não!

_Porquê?

_! ninguém voltou para contar!

A morte e o nascimento tem muito a nos ensinar a viver!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

O preço de "ser si mesmo"


Quando comecei a pensar no nome que daria ao blog, nunca tinha certeza! Apesar de saber que a certeza poucas vezes me acompanha, acho que ela não gosta da minha companhia. Logo ela chega, logo se vai.
Nomes e nomes, muito difícil sintetizar questões tão complexas da existência em palavras frias de uma determinada linguagem humanamente limitada, somente por ser HUMANA já não tem outro caminho a não ser a limitação. Limitação esta que só vejo superada em alguns instantes poéticos, literários, ou até musicais, porque não dizer celestiais. Limite, marca, contorno, antes nem tanto, mas quanto mais no vemos no espelho dos anos, vamos percebendo por que fechar os olhos, se sem eles eu não posso me construir. Cada tijolo, meu limite, no tempo, no espaço. Fascínio talvez seja a palavra que sinto diante do limite, claramente, tenho muitos, e muitos que enumera-los canse seus olhos ao lê-los. Mas posso citar um que você não terá como negar, péssima gramática, meu texto já tem essas marcas, verbos, conjunções, sintase, vou parar por aqui, não gosto de texto ensimesmado.
Esse é o preço de SER SI MESMO, um si mesmo humano, que nos limites encontra seus contornos. Lutei contra meus contornos, limites, hoje não mais, vou mesmo gastar minha forças com algo da qual eu seja capaz de vencer, como por exemplo escrever bem!

domingo, 30 de setembro de 2007

Tem gente que diz que papel é frágil

Em 2001 foi o nosso primeiro um ano de namoro, alguns diziam, é você ta assim porque ainda não tem mais de três anos, quando passar uns três aí vai ver... Vai conhecer melhor, vai desgastando!


O tempo foi passando, três, quatro, cinco, seis, e o danado desastre não chegava.

Com seis anos de namoro, ficamos noivos, aí sim, nossa, e como escutávamos de muitos:

Agora você vai ver! No noivado tudo muda, e quando casar, aí você vai conhecer de verdade com quem você namorou, etc...

Não faltaram expressões criativas, pra convencer, e tentar me "ajudar" a ver o amor sem cegueiras. Xiii, a cabeça fica cheia de minhoca!!! As "pré destinações" me faziam pensar, minhas escolhas são bem diferentes, será que as consequencias seriam iquais?!

Tem quem diz que: "Quem pensa não se casa", nossa eu pensava dia e noite, antes de decidir.

Emfim casados, que nada só o começo, o dia que deu inicio ao nosso casamento, 7 de Outubro, eu disse meu sim, no Altar, mais muitos outros sim, sucederiam aquele.


Cada dia do meu primeiro ano de casada, eu ficava procurando ver se o temido dia chegava, e nada, a pessoa cheia de limites como eu, estava do meu lado, crescendo, amadurecendo como também eu.

Corremos o risco ver as pessoas que amamos como finalizadas, e que a triste ilusão, que as vezes até convencemos o outro de que ele é nervoso, e não de que ele naquele momento está nervoso.

As mudanças não só acontecem com o casamento, com um filho, etc. As mudanças nós atestam que somos gente, acontecem como o sol que nasce todo dia, como o ar que nunca fica parado.


A paixão, não permite que o outro mude, a paixão vive da repetição de sensações, ela é meio boba, além de cega, já o amar em vez de repetir, sabendo que isso não é possivel, busca viver a novidade de cada dia, o mistério presente na simplicidade.

Até porque amar pede aceitação, entrega, liberdade de que o outro seja ele mesmo, e diferente de mim, e isso ajuda com que o que vivo hoje, seja até melhor do que foi ontem.

Ninguém passa pelo mesmo rio duas vezes, já diria o filosofo. No namoro, no casamento, noivado, no tempo que seja, toda pessoas em cada decisão se faz, é nunca estará pronta, finalizada. Me faço a cada dia, com minha escolhas! Ele também!

Amar leva agente a entender a beleza do mistério de nascer todo dia, o rio corre a cada decisão somos um pouco mais nos mesmos, quanto mais deixamos o outro ser ele mesmo.

Nos mudamos, e as aguás que estavam aqui já estão longe, portanto ninguém passa pelo mesmo rio duas vezes, eu me caso a cada dia, de novo com uma pessoas que faz hoje suas escolhas diferente de como fazia, eu nunca me casei com uma pessoas de verdade.


Hoje chego as nossas bodas de papel, e fico pensando: muito dizem que papel é frágil. Mas hoje já sei, que nem sempre, quem pinta um quatro fica iqual a outro, cada um escolhe suas tintas e essas dão seus tons e coloridos próprios de cada obra de arte. Hoje não me importo se tenho bodas de papel ou de ouro, ou se a maioria das pessoas dizem se o primeiro ano o mais dificil, eu esperei pra viver e já me convenci, que os anos fortalecem o amor, e purificam a paixão.



"Põe-me como um selo sobre o teu coração,

como um selo sobre os teus braços;

porque o amor é forte como a morte"

(Ct 8,6)

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Talvez a Morte seja o maior instrumento para despertar a Vida!

Agente vive dizendo: "Tô morrendo de frio", "assim você me mata do coração", falamos da morte de forma banal, pois temos a ousadia de achar que ela estaria bem distante da nossa realidade juvenil.

Mundo nosso de cada dia, que nós ilude em cada propaganda quando diz: "O mundo sem fronteiras"... Eu ainda fico aqui achando que a vida é minha, e dela faço o que eu "bem quiser".

Diante de uns quatro búfalos na estada enquanto em chegava em casa de viagem, o carro estava lento, portanto deu pra freiar, um dos búfalos escurregou e veio em nossa direção, amassou um pouco a frente do veiculo, mas se o búfalo estivesse ficado em pé, quem estaria deitado? Uns conselheiros de plantão, diriam: "nem é bom pensar", eu digo que penso sim, e muito!!!!

Quanto mais a morte se torna nossa irmã, como foi de Francisco, mais me impulsiona a viver melhor cada dia. Não tivemos nenhuma arranhão. Mas cada vez mais impossível negar, a Vida que eu tenho não é minha a toa, o Dono dela, me deu pra que eu cuide bem! Ninguém é tão capaz quanto a morte de nos fazer viver melhor a cada dia! Para valorizarmos a vida é preciso pensar na morte!

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Primavera, manhas tão claras, cada flor em seu devido tempo brotará...


Passeio de tarde

Ontem tive um experiência ímpar, estando em uma palestra do Prof. Dr. Renold J. Blank (teólogo suíço), sobre Escatologia. Na faculdade Católica de Pouso Alegre. Agradeço muito o convite, de uma irmão, amigo, seminarista Gilvair. Em gratidão pela acolhida, que me deram estou postando um poema dele, e agradeço a todos lá do seminário (Seminário Diocesano Santo Antônio) pela atenção e acolhida.

Passeio de Tarde
Dentro de mim dorme um Deus medonho
Faço silêncio para ele acordar
Quando seus olhos se abrem
Fico emocionado e aí sonho
E tudo é tão bonito
Quanto real
Enquanto saímos para passear.
O Deus que mora em mim
Quando acordado
Deixa me sonhando
E assim
Não sei de mais nada separado
Divino e humano.
O Deus que mora comigo
É muito humano
E com ele aprendo também a ser
Aprendo a ter o pasmo natural
De quem olha pássaros revoando
E põe-se a voar para ver se os alcança
De quem encontra um amigo
E sabe que Deus é essencial
De quem passa pela dor
E não perda a esperança.
O Deus que passeia comigo
Nada tem a temer
Apenas chora se me vê sofrer
E se eu o controlo
Ele se aborrece
Deita, dorme
E logo se esquece
Quando acorda
Faço silêncio para sonhar
Ele me olha
Eu o sinto
E vamos juntos
Num mesmo voo a passear.
(Gilvair Messias Silva)
 
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