sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Passeio de tarde

Ontem tive um experiência ímpar, estando em uma palestra do Prof. Dr. Renold J. Blank (teólogo suíço), sobre Escatologia. Na faculdade Católica de Pouso Alegre. Agradeço muito o convite, de uma irmão, amigo, seminarista Gilvair. Em gratidão pela acolhida, que me deram estou postando um poema dele, e agradeço a todos lá do seminário (Seminário Diocesano Santo Antônio) pela atenção e acolhida.

Passeio de Tarde
Dentro de mim dorme um Deus medonho
Faço silêncio para ele acordar
Quando seus olhos se abrem
Fico emocionado e aí sonho
E tudo é tão bonito
Quanto real
Enquanto saímos para passear.
O Deus que mora em mim
Quando acordado
Deixa me sonhando
E assim
Não sei de mais nada separado
Divino e humano.
O Deus que mora comigo
É muito humano
E com ele aprendo também a ser
Aprendo a ter o pasmo natural
De quem olha pássaros revoando
E põe-se a voar para ver se os alcança
De quem encontra um amigo
E sabe que Deus é essencial
De quem passa pela dor
E não perda a esperança.
O Deus que passeia comigo
Nada tem a temer
Apenas chora se me vê sofrer
E se eu o controlo
Ele se aborrece
Deita, dorme
E logo se esquece
Quando acorda
Faço silêncio para sonhar
Ele me olha
Eu o sinto
E vamos juntos
Num mesmo voo a passear.
(Gilvair Messias Silva)

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Da pobreza a riqueza

Vivi uma ventura esses dias atras, que me fez pensar muito na vida!
Estava eu no Rio pra estudar, e sempre tenho pouco tempo, mas nesse dia não tive supervisão, resolvi ir andar um pouco na cidade. Existe duas coisas que gosto muito na vida, uma é viajar bem acompanhada, e outra seria comer bem! Aí foi eu, a procura de um lugar para matar minha vontade de comer camarrão. Achei meio perigoso sair com carteira, documentos, dinheiro, foi com apenas R$30,00 no bolso. Pequei o metro, foi até Copagabana, Ipanema, achei um restaurante com um preço razoavel, pedi o prato e nem me lembrei do Couver (de 10%), quando foi pagar a conta, deu 32,00. Foi muito sincera com o garçon, perguntei se ficava por 30,00 ele aceitou. Depois de passar bem, tava muito boa a comida, foi em direção ao metro, e coloquei a mão no bolço, tinha apenas 0,90 centavos. Detalhe o metro custa 3,20... pensei, pensei em que possibilidades eu tinha no momento:

Me desesperar...risos ( achei que essa não era uma possibilidade)
Pedir dinheiro... a mais viavel
Por fim e a que mais gostei, foi de ir ao gliche do metro e pedir um passe, explicando minha situação.

Foi o que fiz, tinha um balção com uma moça sorridente, falei abertamento com ela sobre a minha situação, ela simplesmente começou a rir muito, colocou a mão no bolço me deu dois reais. Eu sori, com um coração grato e aliviado. Voltei pensativa, com a sensação de ter tido naquele dia achance de viver os dois lados da moeda, pobreza e riqueza.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007


" Ando devagar porque já tive pressa.
Trago esse sorriso porque já chorei demais ..."

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Cabem poucas palavras no amor

Meu pai quando eu era criança só cantava uma música pra gente dormir:
"...mataram o meu carneiro, cortaram os quatro pé não, quero saber de nada, quero o meu carneiro em pé..." Risos, e hoje ele quer música boa em vez de presente! Quer nada não, cada aniversário, dia dos pais, ele já fala, pode ir preparando que eu não quero presente, quero uma música.
De ultima hora, quando meu irmão morava com a gente, nós íamos correndo na net, pegávamos uma cifra e tocava pra ele. Algumas vezes agente compunha uma música pra ele, ele amava!
Tanta coisa no coração, eu pensei em colocar no papel, aí saiu essa canção, perdão pelos erros, tanto de ortografia quanto do arranjo. Inproviso de um coração...

Cabem poucas palavras no Amor

Introdução: A7M D/E D7M

A9 D
"Das poucas palavras que caberiam aqui,
F#m C#m
relembro nossa história.
A9 E F#m7 A7M D9/7
Eu existiria sem você!
A D
É impossível pra entender o hoje que vivemos
F#m A7M D9/7
sem olhar tudo que passamos juntos.
G#m A7M
Cada lágrima deu sabor ao sorriso que trazemos no rosto
G#m A7M
Pai, cada passo teve o seu valor, cada nota sua pausa.
F#m C#m
Chega um dia na vida que as explicações amadurecem
D9
e o amor se faz silêncio.
A7M D/E
O que você temia tanto, aconteceu
D7M A9 E9 A7M
Envelheceu, e eu estarei aqui te amando no silêncio!"

sábado, 11 de agosto de 2007

Feliz dia dos Pais

"Uma ocasião meu pai pintou a casa
toda de alaranjado brilhante.
Por muito tempo moramos numa
casa, como ele mesmo dizia,
constantemente amanhecendo".
(Adelia Prado)

Que desejar esse poema aos homens da minha vida:
Ao meu pai, por todas as marcas que ele deixou e deixa na minha alma.
Ao meu maridão, futuro pais dos meu filhos. Te amo, e como te amo!
Ao meu irmão, crescendo cada dia em estatura e graça.
Amo-vos!!

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Olhando ao redor


Olhando ao redor de mim,
Eu possa me ver,
O que me inquieta em você tem muito a me dizer.
As vezes nem quero te olhar, para não reparar
nas minhas ervas daninhas semelhantes as suas.
Sou gente, somos.
Suportar ser gente. Ser suporte da esperança
de que humanamente eu comece o dia me vendo,
sendo assim, serei com você mais paciente.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Ser si mesmo

"As amarras das instituições,
o aprisionamento aos conceitos,
o compromisso com um determinado modo de pensar.
De tudo isso, clamo por me libertar,
falta-me ainda coragem de ousar.
A angústia, no entanto, inquieta-me
para que eu possa pelo menos tentar"
(Ana Maria L. C. Feijoo)

O que me impede talvez de acomodar?
A angústia, amiga e companheira de estrada. Por muito tempo minha inimiga número um.
Hoje meus olhos não podem mais negar, que ela muito tem contribuído. Para que o coração não se contente em ser mais um na multidão, sem ter a pretensão de ser mais do que ninguém, ela me faz buscar, somente "Ser verdadeiramente quem sou".

Confuso? Talvez.
Simples de mais? Também acho!

Mas ao mesmo tempo o nome desse blog não é por acaso um tema qualquer.
Já pensei varias vezes em escrever algo que explicasse o por que desse nome, que diz muito e ao mesmo tempo não tem a pretensão de dizer nada. Somente querer "ser si mesmo". Sem ser um blog do próprio umbigo, sendo engajado, sem ser amarrado. Falar das coisas da vida, sem coisifica-la. Falar de sentimentos sem ser sentimentalista. Falar de ciência sem cientificismo, mas com muita cientificidade. Fazer psicologia sem psicologismos.
Enquanto escrevo, penso comigo mesma que pretensão a minha! Talvez angústia na sua medita, de medicamento e não de veneno, seja o que a minha pretesão precise pra equilibra-se.
 
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